Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento

Para o secretário, a regulação não vai afetar a atratividade do serviço. (Foto: Chico Camargo/CMC)

O secretário de Finanças de Curitiba, Vitor Puppi, disse que a regulação da empresa Uber em Curitiba não deve inviabilizar o preço para os usuários. Segundo ele, a atratividade do serviço continuará a mesma, assim como aconteceu em outras cidades onde o aplicativo é liberado, como São Paulo, por exemplo.

“Não só a Uber, mas outras plataformas também vão gerar ainda mais competitividade entre elas. Todos os aplicativos precisam se adaptar a esse decreto, senão ficarão sujeitos à cassação do serviço”, disse Puppi em entrevista à Banda B na tarde desta quinta-feira (20).

De acordo com a lei, as empresas de transporte individual devem se cadastrar na prefeitura e preencher os requisitos mínimos para funcionar. A gestão verificará os antecedentes criminais dos motoristas, além da idade e condições dos veículos – que serão identificados com um símbolo.

Outra novidade é o chamado preço público, que será cobrado mensalmente, a partir da quilometragem das corridas. “Esse valor será determinado conforme o custo que a prefeitura tem para manter a estrutura viária da cidade”, completou o secretário.

As empresas terão ainda que abrir um escritório em Curitiba, para aproximar o contato com a gestão municipal e facilitar a fiscalização. Já entre as medidas mais polêmicas, está a obrigação do veículo ter placas da capital. “O ideal é que ele seja licenciado aqui para que o IPVA seja revertido para a cidade. No início de agosto, nós devemos fixar o preço público e estabelecer um prazo para o credenciamento das empresas”, finalizou Puppi.

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