Durante o lançamento da obra da nova trincheira do Jardim Botânico, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), comentou sobre a possibilidade de disputar a Presidência da República e deixou claro que, mais do que nomes, o debate passa por projeto e resultados concretos para a população. Ele criticou o clima de confronto permanente na política nacional e afirmou que a população já não suporta mais esse ambiente.

Em tom firme e estratégico, Ratinho Junior afirmou que o partido está estruturado em todo o país e trabalha para lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto.
“O partido está organizado, tanto estadualmente quanto nacionalmente. Nós teremos candidato ao governo do partido, e o partido vai trabalhar para ter um candidato a presidente da República do partido”
declarou.
Ratinho Junior disse estar honrado com a lembrança de seu nome no debate nacional e ressaltou que a discussão vai além de vaidades pessoais. Segundo ele, o foco precisa ser um novo projeto de país, distante das disputas ideológicas que dominam o cenário político atual.
“Eu estou muito grato de ter meu nome lembrado nacionalmente para poder representar o partido e mais do que representar o partido, representar um novo modelo de gestão para um novo Brasil, para um Brasil moderno”
afirmou o governador, ao defender uma política voltada a resultados concretos para a população.
O governador ponderou, no entanto, que a construção de uma candidatura presidencial não é simples e depende de um amplo consenso interno. Para ele, o Brasil precisa virar a página da política baseada apenas em nomes e disputas pessoais.
“Eu sempre disse que a construção de uma candidatura a presidente da República não é algo simples. Não é questão de nome, é questão de projeto”
destacou.
O governador fez questão de frisar que a discussão não deve se limitar a personalidades. Para ele, a política brasileira errou ao focar apenas em nomes e esquecer das entregas.
“O problema da política do Brasil e da política do passado, é que fica sempre olhando o nome. Eu quero olhar o projeto, daqui a pouco o projeto não é eu ser candidato, é apoiar alguém que consiga aglutinar melhor um novo Brasil. Eu penso que as pessoas não estão mais aguentando esse ambiente de briga política, que não está trazendo resultado nenhum para a dona Maria, que não está conseguindo melhorar a vida. Mais do que nomes, é projeto, quem vai ter a capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil. Se meu nome for esse nome escolhido internamente, eu fico muito honrado e obviamente vou aceitar o desafio, mas isso tem que ser escolhido internamente”.
comentou Ratinho Junior.
Ratinho Junior afirmou ainda que, se o entendimento do partido apontar para outro nome mais capaz de unificar forças, ele não descarta apoiar essa alternativa.
“Se meu nome for esse nome escolhido internamente, eu fico muito honrado e obviamente vou aceitar o desafio, mas isso tem que ser escolhido internamente”.

Sucessão ao governo do Paraná
Enquanto o cenário nacional começa a se desenhar, Ratinho Junior também falou sobre a sucessão no governo do Paraná, caso venha a disputar a Presidência da República. Segundo ele, a escolha do sucessor será construída de forma coletiva, envolvendo prefeitos, sociedade civil, aliados políticos e diferentes forças partidárias.
“Nós estamos decidindo isso, mas é uma decisão que não é só minha, passa também por conversas com prefeitos, sociedade civil organizada, outros partidos também”
explicou Ratinho Junior.
O governador ressaltou que o Estado possui bons quadros para a disputa e que o foco não está em um nome isolado, mas na formação de um time capaz de dar continuidade ao atual modelo de gestão.
“Eu nunca penso só numa pessoa, eu penso no time, isso é o mais importante”
afirmou, ao lembrar que há quatro vagas majoritárias em jogo e que todas precisam ser pensadas de forma estratégica.

Prioridade é manter o que se tem
Ratinho Junior defendeu que a prioridade no Paraná é manter o que classificou como um momento histórico positivo. Ele citou números recordes na geração de empregos com carteira assinada, os menores índices de criminalidade da história do Estado e o maior volume de obras de infraestrutura já executado.
“Estamos com o maior número de obras de infraestrutura da história do Estado. O nosso turismo está crescendo muito e acima de tudo um ambiente institucional de paz política muito bom, que é o que o Brasil precisa”
concluiu.