Produção acumulada de Itaipu daria para abastecer Curitiba por pouco mais de 459 anos


Redação

No ranking das 12 maiores geradoras do mundo, Itaipu apareceu em primeiro lugar em produção acumulada. Foto: AEN

A Itaipu Binacional chega ao final do ano com uma produção acumulada de 2,2 bilhões de megawatts-hora (MWh). Se a energia produzida por Itaipu pudesse ser armazenada, desde 1984, quando começou a operar, até hoje, esse volume seria suficiente para atender o consumo de energia elétrica de toda a Terra durante 37 dias. Curitiba teria energia elétrica para atender seu consumo por 459 anos, 11 meses e 17 dias.

Nenhuma outra usina produziu tanto. No ranking das 12 maiores geradoras do mundo, Itaipu apareceu em primeiro lugar em produção acumulada. A lista leva em consideração empreendimentos que começaram a operar até mesmo antes da brasileiro-paraguaia.

Um dos exemplos é a usina Grand Coulee, dos Estados Unidos, com início da geração em 1941. Sua produção acumulada chega este ano a 1,2 bilhão de MWh. No levantamento também aparece a usina de Três Gargantas, na China, que gera desde 2003 e acumula atualmente 0,8 bilhão de MWh.

Por ordem de produção, Itaipu aparece líder absoluta em primeiro lugar. Em segundo, aparece Guri, na Venezuela. Com geração iniciada em 1978, a venezuelana acumula 1,3 bilhão de MWh. Depois da americana Gran Coullee (1,2 bilhão de MW), vem a usina russa de Sayano, que opera desde 1978 e
está com produção total de 0,93 bilhão de MWh.

Em quinto lugar, aparece a canadense Churchill Falls, que iniciou a operação em 1971 e produziu até agora 0,9 bilhão de MWh. Na sequência, vem a usina Bratsk, da Rússia, com entrada em operação em 1967, que produziu 0,8 bilhão de MWh, empatada com a chinesa Três Gargantas com 0,8 bilhão, na sexta posição.

A brasileira Tucuruí está em sétimo lugar do ranking. Com geração iniciada em 1984, já produziu 0,78 bilhão de MWh. Outra russa parece na lista, na oitava posição. O nono lugar também é da Rússia. Ust-llimsk iniciou a operação em 1980 e produziu 0,76 bilhão de MWh. A décima é a canadense Robert-Burassa, que começou a gerar em 1979 e produziu 0,75 bilhão.

Na 11ª posição ficou a Krasmoyarsk, que entrou em operação em 1971, e acumula 0,7 bilhão de MWh. Fechando a lista, aparece a paquistanesa Tarbela, que iniciou a operação em 1976 e acumula uma produção de 0,41 bilhão.

Estratégica

Para o Brasil e o Paraguai, a produção de Itaipu é fundamental para a infraestrutura energética, para a integração e para o desenvolvimento dos dois países. Na última década, a usina de Itaipu produziu, em média, 92 milhões de megawatts-hora (MWh), volume muito superior à energia garantida, prevista no Tratado que deu origem à binacional: 75 milhões de MWh.

A produção acumulada e o mercado

Com essa produção acumulada de Itaipu, de 2,2 bilhões de MWh, seria possível abastecer a China, maior mercado consumidor de eletricidade do mundo, por cinco meses e nove dias; os Estados Unidos, por seis meses e 12 dias. O mercado brasileiro, por sua vez, teria energia por quatro anos e nove meses e 16 dias, enquanto seu parceiro no empreendimento, o Paraguai. seria atendido por 181 anos, três meses e 18 dias.

A Índia seria abastecida por dois anos, três meses e 25 dias. O Canadá seria atendido por quatro anos e seis dias. A Austrália, por nove anos e dois meses e 20 dias; a França, por quatro anos, seis meses e sete dias; a Alemanha, por três anos, oito meses e 22 dias. Portugal seria iluminado por 43 anos, nove meses e oito dias. A Espanha teria energia para oito anos, quatro meses e dez dias. O Reino Unido seria abastecido por seis anos, três meses e nove dias. O Japão, por dois anos, dois meses e 25 dias.

Para a América Latina, os 2,223 bilhões significam energia para abastecer, por exemplo, a Argentina, por 17 anos, seis meses e nove dias. A Venezuela
teria energia para 21 anos, quatro meses e 22 dias. Já o Chile seria suprido por 32 anos, dez meses e 25 dias.

No Brasil

A cidade de São Paulo seria suprida por 75 anos, quatro meses e 26 dias. Já o Rio de Janeiro por 121 anos e um mês. Curitiba teria energia elétrica para atender seu consumo por 459 anos, 11 meses e 17 dias. Foz do Iguaçu teria eletricidade por 4 mil e 227 anos, 1 mês e 21 dias, enquanto Londrina
seria suprida com energia por 1.639 anos, oito meses e 23 dias.

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