Comec diz que greve é injusta e que responsabilidades da RIT devem ser revistas


Por Felipe Ribeiro

O jogo de empurra entre os responsáveis pela gestão do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana ganhou mais uma declaração que coloca em dúvida uma greve rápida de motoristas e cobradores de ônibus. Apesar de a Urbs insistir que a responsabilidade do transporte metropolitano é da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), o presidente da entidade ligada ao Governo do Estado, Omar Akel, afirmou em entrevista ao jornalista Adilson Arantes na tarde desta segunda-feira (26) que a gestão do transporte coletivo sempre foi urbana, ou seja, das prefeituras.

Terminal de Pinhais ficou vazio pela manhã (Foto: Danaê Bubalo – Banda B)

“O Governo do Estado não subsidia nenhuma outra cidade do Paraná, esta é uma obrigação urbana. O transporte metropolitano que justificou esse repasse há cerca de dois anos e temos discordâncias técnicas quanto a análise. O crescimento populacional das cidades da região metropolitana foi muito maior que o da capital, o que gera esse sistema integrado entre os municípios”, disse o presidente da Comec.

Segundo Akel, a Comec tem realizado várias reuniões com a Urbs, mas as dificuldades econômicas do país tem dificultado um acordo. “Continuamos trabalhando pelo melhor. Apresentamos preliminarmente ao governador a proposta de trabalhar em um consórcio que envolva as outras prefeituras da região metropolitana, para que esta seja uma responsabilidade de todos os envolvidos”, comentou.

Greve injusta”

Para o presidente da Comec a greve é injusta, já que a Urbs conseguiu uma liminar que garantia a frota miníma nas ruas. “Nós recebemos com muita decepção, já que trabalhamos muito por um acordo. O que temos aqui é um não cumprimento de decisão judicial na qual quem perde é a população”, concluiu.

A decisão juducial que Akel se referiu é a do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR), que multa o Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) em R$ 300 mil a multa diária em caso de ausência de frota mínima nas ruas.

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