Da Redação
A Prefeitura de Curitiba anunciou no final da tarde desta sexta-feira (23), logo após a greve dos trabalhadores do transporte coletivo confirmarem greve, a separação financeira da rede integrada. Na prática, isso significa que agora a Urbs passa a cuidar do pagamento das linhas urbanas e o governo do Estado deve pagar as empresas metropolitanas.
“O governo do Estado não apresentou nenhuma proposta de pagamento desta dívida e ainda quer reduzir o subsídio metropolitano de R$ 7,5 milhões para R$ 2,3 milhões por mês. No que depender de Curitiba, a integração física da RIT está garantida. Curitiba tem arcado sozinha com a manutenção da infraestrutura da RIT, que em 2014 teve custo superior a R$ 30 milhões. Este custo não está incluído na tarifa”, afirma nota enviada à imprensa.
Sobre os trabalhadores, a prefeitura disse que a greve é motivada devido ao vale que não foi pago ainda porque o governo do Estado, desde outubro do ano passado, não faz o repasse do subsídio referente ao transporte metropolitano, totalizando uma dívida de R$ 16,5 milhões, sem contar janeiro de 2015.
A Prefeitura já entrou com pedido para que a Justiça determine a circulação de frota mínima em caso de greve: 70% da frota nos horários de pico e 50% no restante do dia.