Por Marina Sequinel e Flávia Barros

sinclapol(Foto: Divulgação/Sinclapol)

Os policiais civis do Paraná vão se juntar aos professores estaduais e devem entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (17), por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante assembleia realizada nesta sexta (14), em Curitiba. No interior do estado, a paralisação já havia sido colocada em pauta durante consultas nas divisões policiais.

Segundo o Sinclapol, sindicato que representa a categoria, o principal motivo do ato é um descumprimento do governo do Paraná em relação à data-base dos trabalhadores. Eles pedem o pagamento da reposição inflacionária, que foi revogada pelo estado. Além disso, os policiais reivindicam melhorias nas condições de trabalho e na estrutura das delegacias e prisões.

Com a greve, apenas crimes contra a vida e flagrantes serão atendidos pela Polícia Civil. Investigadores, escrivães, agentes de operações e papiloscopistas (profissionais que colhem as impressões digitais para identificação civil e criminal) prometem cruzar os braços.

Em alguns casos, como extravio, perda ou furto de documentos e desaparecimentos de pessoas, o Boletim de Ocorrência pode ser feito pela internet, por meio da Delegacia Eletrônica do Paraná.

Secretário de Segurança Pública

Sobre o caso, o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, declarou que, apesar da crise financeira, os salários e 13º dos servidores estão garantidos. “A população tem acompanhado a gravidade da situação econômica do país e também no Paraná. Mesmo diante deste cenário, nós demos o reajuste de 2016. Sabemos que a greve é um direito constitucional e compreendemos o lado deles, mas a atividade policial é essencial. O que eu solicito é que todas as etapas legais sejam atendidas, com efetivo mínimo funcionando, e que o diálogo continue aberto”, disse ele em entrevista à Banda B neste sábado (15).

De acordo com o secretário, o governo deve encaminhar à Procuradoria as medidas judiciais cabíveis para que a população não seja prejudicada.