Por Marina Sequinel

A esposa do policial militar Rodrigo Federizzi, de 32 anos, desaparecido desde a última quinta-feira (28), descobriu que o marido investigava, por conta própria, um assalto que ela sofreu em maio deste ano. Ellen Federizzi, 32, não descarta a hipótese de que esse seja o motivo por trás do sumiço do PM.

policial-militar-rodrigoFamília acredita que desaparecimento pode estar relacionado à investigação sobre assalto. (Foto: Arquivo pessoal)

“Ele saiu de casa no dia 28 às 10h30, dizendo que ‘ia resolver uma questão’. Não me deu nenhuma satisfação, apenas contou que um colega iria junto com ele, mas também não falou quem seria essa pessoa. O Rodrigo me disse que a gente conversaria quando ele voltasse e que provavelmente passaria a noite fora. Ele me deu um beijo e saiu”, relatou ela em entrevista ao radialista Geovane Barreiro para o Jornal da Banda B 2ª Edição.

Às 17h do mesmo dia, Ellen tentou ligar para o marido, mas o celular dele já estava desligado. Desde então, ela não conseguiu nenhum contato com o policial, que estava escalado para trabalhar apenas no sábado.

Segundo ela, Rodrigo não tinha o hábito de esconder o que fazia. Ela começou a suspeitar que algo estava errado porque, nos últimos dias antes do desaparecimento, ele parecia mais calado do que de costume. “Ontem, conversando com o meu sogro, eu descobri que ele estava investigando, por conta própria e com a ajuda de alguém, o assalto que eu sofri em maio. Na ocasião, eu fui agredida e os bandidos ainda tentaram me violentar. Eu cheguei em casa muito machucada”.

Rodrigo e Ellen moram em um condomínio em Curitiba junto com o filho, de nove anos. Ele trabalha como policial militar desde 2008. “O meu filho não para de perguntar do pai e eu já não sei mais o que fazer. Mas eu tenho esperança, sei que ele vai chegar a qualquer momento. Acredito que algo deu errado e ele está se escondendo”, afirmou.

Corpo carbonizado

De acordo com Ellen, o corpo de um homem carbonizado encontrado na Rua Dirceu Machado, no bairro Campo de Santana, não pertence ao marido – como indicou a análise das impressões digitais.

Qualquer informação sobre o paradeiro de Rodrigo pode ser repassada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por meio do telefone (41) 3360-1400.

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