Para garantir que o Estado do Paraná não tenha prejuízos em abastecimentos, a Secretaria de Infraestrutura e Logística criou a Central de Apoio aos Caminhoneiros, em São Luiz do Purunã, distrito do município de Balsa Nova, interior do Paraná. A informação foi dada em primeira mão na manhã desta quinta-feira (2) pelo secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, no programa Em Pauta, da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp), em cadeia com 19 emissoras do Estado.

 

secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, no programa Em Pauta, da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp). Foto: Comunicação AERP

 

“Lançamos agora a Central de Apoio ao Caminhoneiro em um local estratégico próximo da capital, do porto de Paranaguá e de cidades do interior. Nesse locais dispomos de médicos, equipes de saúde, há locais para realização de limpeza, cuidados, troca de faróis, manutenção. Lá, os caminhoneiros recebem kits alimentação e também de higiene para que possam colocar em prática tudo que se precisa nesse momento”, disse o secretário.

Certo de que não haverá nenhum episódio de desabastecimento no Paraná, Sandro Alex garante que o objetivo é trazer condições ao caminhoneiro e tranquilizar a população. “Não vamos sofrer desabastecimento. As pessoas estão indo aos supermercados fazer compras grandes, com medo do que vai acontecer, mas quero tranquilizar porque o Paraná não vai sofrer isso, essa é uma missão do governador Ratinho Júnior”, acrescentou.

Decretos

As condições para que os caminhoneiros trafeguem com tranquilidade pelas estradas do Estado é a certeza de que serviços essenciais estarão de portas abertas. “No início, muitos prefeitos decretaram o fechamento de comércio para defender a população, tivemos decretos diferentes, mas isso foi unificado pelo Governo do Paraná. O Ratinho Junior decretou que o transporte é serviço essencial, com isso auto peças, restaurantes, borracharias estão autorizadas a ficarem abertas, justamente para que eles os caminhoneiros cheguem ao mercado, às farmácias. Não há bloqueios em estradas do Paraná”, garante o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná.

Além disso, há disponível uma plataforma na internet onde o caminhoneiro consegue ver por região qual estabelecimento está aberto para que possa parar para abastecer, comer. “Esse monitoramento é do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) para facilitar qual comércio está aberto, qual ponto pode ser parada para o caminhoneiro”, conta ele, durante a entrevista na sede da AERP.

‘Sem Parar’

Haverá ainda nessa quinta-feira (2) o início da distribuição de tags ‘Sem Parar’ para que os caminhoneiros não precisem parar em cabines de concessionárias. “60% dos caminhoneiros passam pelo ‘Sem Parar’ e não param na cancela. Para esse período de pandemia, nesses meses estamos pedindo para que não haja mensalidade para facilitar ao caminhoneiro, justamente para que não tenha contato com a cabine”, garante Alex Sandro.

Pedágio

Desde o início do mês de março, diversos movimentos passaram a pedir que as cancelas das concessionárias fossem abertas aos caminhoneiros. O secretário explicou porque a medida seria ineficaz nesse momento, implicando ainda em custos extras.

“Há uma cobrança para que abríssemos as cancelas para os caminhoneiros passarem. Quero explicar com muita transparência sobre essa decisão. Não há prejuízo, essas empresas que têm os contratos não terão prejuízos, essa conta vai vir. Nesse momento, as estradas estão com praticamente nenhum carro rodando, apenas os caminhoneiros.  O fluxo está bem abaixo e as empresas estão faturando pouco. Se elas liberarem as cancelas com nosso pedido, essa conta vai vir meses depois com uma média de faturamento, ou seja, mais do que a demanda. Para eles é até interessante abrir a cancela e mandar uma fatura maior. Mas, essa conta iria para o usuário, já que aumentaria a tarifa. Quem paga o pedágio é o embarcador. O caminhoneiro está mais preocupado com a saúde dele, com o restaurante que está fechado, com a borracharia”, detalhou ele.

Porto

Segundo o secretário de Infraestrutura, no pátio de triagem do Porto de Paranaguá há duas equipes de médicos e profissionais da saúde 24 horas por dia para fazer atendimento aos caminhoneiros.

“Em meio a essa pandemia, em março, tivemos 56 mil caminhões no porto, é um recorde para o Paraná. “Conseguimos manter a carga, só o porto responde por 30% do PIB. Se o porto parar, o Estado quebra, por isso que montamos toda essa estrutura”, disse Alex Sandro.

Entre os cuidados no Porto de Paranaguá com os caminhoneiros estão equipes médicas durante 24 horas por dia, conforme garantiu o diretor-presidente da Porto de Paranaguá, Luiz Fernando Garcia da Silva. “As medidas implantadas são para dar tranquilidade. Temos uma equipe médica à disposição fazendo medição de temperatura em todos que entram, cumprindo protocolos de saúde e orientações. Até hoje nós conseguimos atender a todos e  não houve nenhum quadro em evolução para que acionássemos a rede hospitalar”, disse o diretor-presidente da Porto Paranaguá.