Por: Mariana Martins, do Portal Eu Amo Curitiba

Tomas Conpayatu em self

Em uma tarde de sábado comum em casa, sem muitas expectativas para o fim de semana em Curitiba, recebo a visita de umas amigas da minha prima Fernanda, de Florianópolis-SC, a Dani Porto e a Alessandra Branco.

Essas duas, além de me fazerem uma companhia muito agradável, me trouxeram experiências diversas. Aprendi a fazer chimarrão, dei muitas risadas e conheci um pouco mais sobre o mundo dos hospedeiros do couchsurfing. Elas virem à Curitiba única e exclusivamente, para ver o “amigo argentino de sofá” (sem más interpretações, por gentileza), que estava em Curitiba de passagem para expor algumas fotos de suas impressões sobre nossa cidade no bar Rock The Casbah.

A observação acima “não me interprete mal” foi proposital, para ressaltar que há, sim, muito preconceito, receio e medo em relação a esse segmento. Mas aprendi muito que esse sistema é super sério e singular, pois existe uma regra básica de gratidão e respeito que rege quem participa (tanto quem chega , como quem recebe), e isso é lindo de ver. Basta estar de coração e mente abertas para se conectar com pessoas e suas histórias incríveis de vida para partilhar.

Conhecendo essas meninas e suas experiências com o couchsurfing, percebi que essa disponibilidade para receber mochileiros de diversos lugares do mundo, é mais do que uma boa ação para com o viajante, é uma boa ação para com si mesmo, para com a sua casa e para com sua vida. É uma verdadeira troca com o mundo! E entendendo isso, o mundo pode te retribuir com amizades para vida toda. Foi o caso delas com o Tomas.

Argentino, natural de Buenos Aires, estudante de psicologia e filosofia, 28 anos, Tomas Conpayatu chegou na vida delas para trazer alegria, arte, sonhos e um olhar diferente sobre o mundo. Ele não ficou apenas um dia dormindo no sofá delas, como é de praxe no couchsurfing, ele ficou mais dias, porque a convivência foi um presente para ambos.

Eu, muito curiosa que sou, fui junto com elas na exposição para conhecer o tal moço e aí rolou um bate-papo que se transformou em uma entrevista, porque o faro jornalístico não me deixa perder a oportunidade de saber mais sobre o objetivo desse argentino estudando de psicologia, fotógrafo por hobby, escolher o Brasil e, principalmente Curitiba, para se desbravar e analisar.

Clique aqui e confira a entrevista. Vale a pena.