Motoristas e cobradores param a partir de quarta e não estão sozinhos; saiba quem cruza os braços


Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

Professores municipais param por tempo indeterminado. Foto: Sismuc/Divulgação

A partir de quarta-feira (15) três categorias entrarão em greve por tempo indeterminado em Curitiba. Motoristas e cobradores reivindicam a data-base de fevereiro e pretendem circular somente até zero hora de quarta-feira (15), dia de mobilização nacional contra as reformas da Previdência e Trabalhista, emendando a greve da categoria, a partir da quinta (16). Assim ocorre com professores da rede municipal e estadual, que também lutam por reajustes e planos de carreiras, já sinalizados com a negativa de comprometimento.

O presidente do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e região metropolitana), Anderson Teixeira, afirmou que haverá paralisação geral na quarta-feira (15) em adesão ao movimento nacional. “Em todas as assembleias, o posicionamento dos profissionais é unânime a fazer frente com essas pautas que vem do Governo Federal, onde a gente tem a plena consciência que a retirada de direitos dos trabalhadores não vai retirar o país dessa crise política e econômica”, defendeu, em entrevista à Banda B.

A partir de quinta-feira (16), então, inicia-se a greve por tempo indeterminado da categoria. “A greve dos motoristas e cobradores começa no dia seguinte pela nossa negociação, justamente porque não tivemos êxito. Vamos aguardar uma proposta dos patrões para que possamos fechar acordo para esse ano”, finalizou o presidente do Sindimoc.

Professores estaduais 

O presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, também confirmou que a greve dos professores da rede estadual inicia um dia após a manifestação nacional. “Estamos nos aproximando do início na nossa greve geral da educação em nível nacional e estadual. Queremos reforçar o convite para que todos participem da greve geral. Após a manifestação nacional, entraremos com a nossa greve estadual, por tempo indeterminado. Temos uma pauta importante para se mobilizar”, declarou.

A próximo encontro entre os professores da rede estadual acontecerá no sábado (18), onde avaliarão os próximos passos da greve. Para os professores, o protesto é pela revogação da resolução de distribuição de aulas, cumprimento da data-base, o número de funcionários nas escolas e contra as demissões de funcionários e professores.

Rede municipal de ensino

A rede municipal de ensino também entrará na luta contra as reformas Previdenciária e Trabalhista para, então, aderir à greve por tempo indeterminado. O prefeito Rafael Greca já sinalizou que não vai honrar com os compromissos assumidos pela gestão passada.

A coordenadora-geral do Sismuc (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) Irene Rodrigues dos Santos disse à Banda B que na quarta-feira (15) todos os servidores param. “A mobilização está forte e bem coerente. Temos nossa pauta municipal, mas o objetivo da paralisação de quarta é a Previdência. Nós acreditamos que, se essa reforma passar, metade da população brasileira não terá direito à aposentadoria. É hora de nos mobilizarmos para a derrubada da proposta do Governo. Depois disso, o magistério sinalizou que entrará por tempo indeterminado”, definiu a presidente.

A pauta de reivindicações dos professores de Curitiba foi confeccionada durante a assembleia e consta ainda com outros 22 itens, como reajuste salarial de 15%, transição para o novo Plano de Carreira, gestão democrática tanto no Instituto Curitiba de Saúde (ICS) quanto no Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC), e melhoria das condições de trabalho.

Outras

Outras categorias também sinalizaram que entrarão em greve após a manifestação nacional contra as reformas Previdenciária e Trabalhista – como metalúrgicos e servidores da saúde. Bancários e policiais civis definem ainda hoje se vão aderir à paralisação nacional.

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