Por Marina Sequinel

(Foto: EBC)

Os motoristas do aplicativo Uber comemoram o decreto do prefeito Rafael Greca (PMN) que regulariza o serviço em Curitiba. O texto foi publicado no Diário Oficial do município nesta quarta-feira (19). Segundo os condutores, o próximo passo é negociar um prazo suficiente para que os parceiros da empresa possam se adequar às normas determinadas pela lei.

“Primeiramente, nós parabenizamos o prefeito por ter ouvido o clamor público. Em segundo lugar, precisamos resolver alguns ajustes definidos pelo decreto. A obrigação dos carros serem emplacados em Curitiba, por exemplo, é bom para a saúde do município, mas temos parceiros que têm veículos alugados de outros lugares. Não queremos retirar essas regras, mas sim ter tempo hábil para segui-las”, comentou Guilherme Machado, representante dos motoristas do aplicativo na capital, em entrevista à Banda B.

Outra mudança que deve interferir no trabalho atual dos motoristas é a exigência de que os modelos dos carros usados devem ser mais novos. “Nós temos parceiros com veículos de 2008 porque ainda não têm condições de comprar um de 2012. O que nós queremos é dar mais tempo para que eles possam juntar uma grana e trocar de automóvel. Um prazo de oito meses, um ano, seria suficiente”, completou.

Reajuste

De acordo com o decreto de Greca, a liberação do aplicativo implica no pagamento de um preço público, que deverá ser estabelecido em resolução a ser publicada pela Secretaria Municipal de Finanças.

Questionado sobre um possível aumento do preço para os usuários, Machado confirmou o reajuste, mas disse que a alteração não será “exorbitante”. Segundo ele, os valores recebidos atualmente pelos motoristas são “simbólicos” já que, para ter lucro com o serviço, o condutor precisa trabalhar cerca de 12 horas por dia.

“Nós não temos mudança nos preços desde que a empresa começou a atuar em Curitiba, há mais de um ano. Por isso, o reajuste é inevitável, mas não será nada alto, vamos trabalhar na casa dos centavos”, comentou. “Apesar de todas as mudanças pelas quais teremos que passar, estamos felizes com a regulação”, finalizou.

Nacional

Em nota, a empresa Uber nacional disse que o decreto é um “passo na direção de uma regulação positiva para a cidade”. Alguns pontos, no entanto, foram criticados pela corporação. Leia na íntegra:

O decreto publicado pela Prefeitura de Curitiba é um passo na direção de uma regulação positiva para a cidade e para as pessoas. No entanto, a limitação criada pela exigência de carros emplacados na cidade ignora completamente o fato de que pessoas de toda a região metropolitana têm o direito de gerar renda em Curitiba. A Uber acredita que esta decisão viola o princípio de livre iniciativa econômica e afirma que vai buscar alternativas para que os motoristas tenham seu direito de gerar renda assegurado.

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