Em depoimento na última sexta-feira (19) à delegacia de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, o motorista do caminhão, que perdeu tambor de freio que matou a professora Roseli Salles, afirmou não ter percebido nada de anormal durante a viagem da última quarta-feira (17), na Rodovia do Xisto.

Foto: Divulgação PRF

O motorista se apresentou à polícia um dia após o dono da empresa de transportes prestar depoimento, ao afirmar que um dos caminhões da sua frota pode ter sido o responsável pela morte. De acordo com o delegado Thiago Wladyka, responsável pelas investigações, o condutor trabalha em uma madeireira e, naquele dia, foi buscar uma carga de madeiras na cidade da Lapa.

“Ele confirmou que passou pelo pedágio, pelo posto de gasolina mas disse que, durante o trajeto, não viu nenhum acidente e não sentiu nenhuma alteração mecânica do caminhão”, explicou o delegado.

Mesmo sem essa confirmação por parte do motorista, a polícia de Araucária acredita ter encontrado o caminhão que causou a morte de Roseli. “Tudo leva a crer que é ele, pois há uma testemunha ocular que nos passou as características do veículo”, contou Wladyka à reportagem da Banda B. “A PRF encontrou as gravações de câmeras de segurança da via e notamos que esse é o único caminhão bitrem carregado de madeira que passou pelo local. Para nós, da delegacia, é esse o veículo que procurávamos”, revelou.

O delegado agora aguarda o laudo da Criminalística para encerrar o inquérito policial. “Com esse parecer poderemos concluir se o rompimento foi causado por uma falta de manutenção, por sabotagem ou outro motivo qualquer. Então, no momento, não sabemos se alguém será indiciado pela morte ou se haverá o arquivamento do inquérito”, concluiu Wladyka.