Após mais um acidente, moradores reclamam de confusão em faixa de pedestres e pedem solução


Por Marina Sequinel

Mulher foi atropelada no trecho onde a faixa de pedestres causa confusão, segundo moradores. (Fotos: Colaboração – Banda B)

Uma faixa de pedestres ‘confusa’ na Rua Raul Pompéia tem sido alvo de reclamação dos moradores do bairro Fazendinha, em Curitiba. Segundo eles, como a estrutura não é elevada e não há semáforo, não são todos os motoristas que param para as pessoas atravessarem – o que causa diversos acidentes no trecho.

“Com a revitalização da rua, eles fizeram a faixa, mas não elevaram o asfalto. Com isso, tem veículo que para e outros que não, tornando o local bem confuso. Os pedestres ficam um tempão tentando atravessar e não conseguem. Quem se arrisca tem grande chance de ser atropelado, como aconteceu com uma mulher hoje pela manhã”, disse Joaquim Borges, morador da região, em entrevista ao radialista Geovane Barreiro durante o Jornal da Banda B 2ª Edição.

De acordo com ele, para resolver o problema, ou a prefeitura eleva o asfalto o apaga a pintura da faixa. “Essa confusão tem causado uma série de acidentes, que estão ficando cada vez mais graves. A gente sempre se pergunta se eles vão esperar algo pior acontecer para tomar alguma atitude”, completou.

Sobre o caso, a Banda B conversou com o coordenador de mobilidade urbana da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), Gustavo Garrett. Ele explicou que tanto a faixa quanto a travessia elevada têm exatamente o mesmo objetivo: dar prioridade ao pedestre.

A diferença, de acordo com ele, é que a elevação do asfalto facilita a passagem de pessoas com restrição locomotora ou com carrinhos de bebê. “Essa travessia permite a ligação de um lado da rua para o outro, no nível da calçada. Mas o que sinaliza para os motoristas a obrigação de parar para os pedestres é a pintura no chão. Ou seja, sempre há a preferência para quem está andando, seja na faixa elevada ou não”, afirmou.

Não parar na faixa é cultural

Segundo Garrett, toda a sinalização da rua está dentro das normas de trânsito. O maior problema, para ele, é a falta de cultura dos motoristas curitibanos de pararem na faixa. “Em outras cidades, quando o pedestre está se aproximando, o condutor já para e é essa a regra, está na lei. O respeito precisa ser o mesmo tanto na travessia normal quanto na elevada”.

O coordenador de mobilidade urbana ainda declarou que todas as possibilidades de implantação de qualquer tipo de estrutura na rua foram analisadas por técnicos e engenheiros da Setran. “Existe uma série de requisições a serem cumpridas na instalação de uma travessia elevada, como ser um local plano, ter calçada nos dois lados… De qualquer forma, nós vamos estudar o local novamente, para avaliar as condições e ver o que podemos fazer. Nos próximos dias já devemos ter uma resposta em relação a isso”, finalizou.

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