Moradores de rua tomam conta da Rua XV e prefeitura diz que não pode obrigá-los a deixar calçadão


Por Marina Sequinel e Elizangela Jubanski

(Fotos: Elizangela Jubanski – Banda B)

Comerciantes se dizem indignados com o alto número de moradores de rua ao longo do calçadão da XV de Novembro, no Centro de Curitiba. Segundo eles, todos os dias, várias pessoas ficam em colchões e cobertores debaixo das marquises.

(Foto: Elizangela Jubanski – Banda B)

“Eu me sinto incomodado, dá um aperto no coração de vê-los jogados desse jeito. A maioria fica na sua, não mexe com ninguém, mas é uma situação difícil, afinal, são seres humanos que estão ali”, disse Ramon Lima, vendedor de uma loja de roupas no calçadão, em entrevista à Banda B neste sábado (2).

Além dessa realidade, segundo os comerciantes e pedestres, existem grupos de jovens que permanecem nas marquises bebendo e usando drogas. Segundo Charles Araújo, dono de uma banca na região, alguns aproveitam ainda para cometer pequenos furtos.

“A maioria é jovem e tem família, mas fica aqui no calçadão para roubar. É um grupo específico, de 10 a 15 pessoas, que acabam afastando os nossos clientes. Essas são diferentes dos moradores de rua tranquilos, que não causam problemas”, comentou Araújo.

Prefeitura de Curitiba

De acordo com a prefeitura de Curitiba, a Fundação de Ação Social (FAS) realiza, em parceria com a Polícia Militar (PM), abordagens e buscativas para resgatar os moradores em situação de rua. As pessoas, no entanto, não são obrigadas a aderirem ao serviço da FAS, o que faz com que muitos prefiram continuar nas ruas. É o que acontece na Rua XV de Novembro, por exemplo.

No caso de menores de idade, o Conselho Tutelar é responsável por realizar esse trabalho. Sobre os furtos e roubos, a PM realiza o patrulhamento na região para prevenir a prática desses crimes.

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