A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte encerrou na quarta-feira (04) a consulta pública sobre a implementação do modelo cívico-militar realizada em 216 colégios da rede estadual. Do total de instituições indicadas, 186 aprovaram a implantação do novo sistema.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

 

A consulta teve a participação de 74 mil pessoas que optaram pela mudança em 86,1% dos colégios selecionados. Do total de votos, 55.443 foram favoráveis ao novo modelo. Em 25 unidades, a comunidade escolar optou por manter o modelo tradicional e em cinco escolas o quórum absoluto (metade mais um) não foi alcançado.

A comunidade escolar de cada instituição é composta de pais e responsáveis dos alunos, professores e funcionários das escolas, além de estudantes a partir de 18 anos. O processo de consulta pública começou na terça-feira (27) e, conforme a lei que regulamenta os colégios cívico-militares no Estado, foi prorrogada até as 20 horas de quarta.

ANÁLISE FINAL – A partir do encerramento da consulta pública, o processo passa por uma análise final para que seja aprovada a efetiva participação da instituição no programa dos colégios cívico-militares. Nas unidades em que a comunidade votou pela migração, e houver anuência da secretaria estadual da Educação, a implementação do novo modelo começa em fevereiro de 2021, com o início do calendário escolar.

CONSULTA PÚBLICA – Estiveram sob consulta colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar, conforme a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná. Era necessário que mais de 50% das pessoas aptas a votar na escola participassem da consulta e que a maioria dos votantes (50% e mais um voto) fosse favorável ao programa para aprovar a mudança.

Gestão pedagógica fica sob gestão de profissionais da Educação

A alteração do modelo não muda o sistema de ensino. Profissionais da educação serão responsáveis pela gestão pedagógica e todo o processo educacional das escolas que fizerem a adesão à modalidade de colégios cívico-militares criada pelo Governo do Estado.

A nova modalidade será aplicada em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Os colégios vão contar com aulas adicionais de Português, Matemática e Civismo, que vão permitir aos estudantes o aprofundamento no estudo sobre leis, Constituição Federal, papel dos três poderes, ética, respeito e cidadania. No Ensino Médio haverá também a adição da disciplina de Educação Financeira.

A administração das unidades será compartilhada entre civis e militares. A direção-geral e o auxiliar, bem como a ministração das aulas, permanecem sob responsabilidade dos profissionais do magistério estadual. O diretor cívico-militar, subordinado ao diretor-geral da instituição, será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Conforme o tamanho da escola, haverá também de dois a quatro monitores militares.