Investigações da Polícia Federal e dos Ministérios Públicos federal e estadual do Rio de Janeiro apontam para um gigantesco esquema de fraude envolvendo contrato de R$ 800 milhões para a construção emergencial de sete hospitais de campanha no estado para enfrentamento da pandemia do coronavírus pelo instituto IABAS. As investigações encontraram a participação no esquema de pelo menos uma empresa com sede em Curitiba – a Hera Serviços Médicos Ltda., subcontratada pelo IABAS, ficou com uma fatia desse contrato no valor de R$ 133.463.904,00. A informação da ligação com a empresa curitibana foi apresentada nesta segunda-feira (18), em reportagem exclusiva de Celso Nascimento, do Blog Contraponto.

As investigações fazem parte da Operação Favorito, desdobramento da Operação Lava Jato, e já renderam prisões decretadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Atendimento em hospital do Rio durante pandemia – Foto Ag. Brasil

Segundo o Contraponto, a Hera Serviços Médicos faz parte de um grupo de empresas que ocupa o mesmo conjunto comercial no bairro Água Verde, em Curitiba. São pelo menos cinco empresas de acordo com registros de CNPJ na Receita Federal e Junta Comercial do Paraná, que indicaram o mesmo endereço: rua Cândido Xavier, 602, conjunto 302, Condomínio Hamilcar Pizzatto. Lá funcionam também a Hygea, a Prohealth, a Atmed e a Atena.

As cinco empresas “irmãs” estão divididas entre Thiago Gayer Madureira, Larissa Gayer Madureira e Guilherme Gayer Madureira.

Duas das empresas do grupo atuam na administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da prefeitura de Curitiba, terceirizadas em 2018 pela administração do prefeito Rafael Greca. A licitação indicou como vencedora a Organização Social Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS), que por sua vez “quarteirizou” tarefas para as empresas Hygea e Atmed.

Leia a reportagem completa no Blog Contraponto