Por Elizangela Jubanski

renata5Modelo enfrentava uma depressão, segundo depoimentos. Foto: Reprodução

A Justiça do Paraná decretou a prisão temporária do médico endocrinologista Raphael Marques por suspeitar que ele tenha simulado o suicídio de Renata Muggiati, 32 anos. A modelo caiu do 31° andar do prédio onde o casal morava, na Rua Visconde do Rio Branco, no Centro de Curitiba. Laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) indicam que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda. A prisão temporária é de 30 dias e aconteceu para que ele não atrapalhe as investigações. Marques foi preso na noite de ontem e, na chegada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), negou as acusações.

raphael-2Raphael foi preso na noite de ontem. Foto: DB/Banda B

De acordo com o despacho da juíza Michele Cintra, há elementos que indicam que o médico tenha simulado o suicídio de Renata. Trecho do documento diz que ‘não há prova técnica conclusiva sobre a morte de Renata Muggiati, no entanto há laudos afirmativos de que ela foi asfixiada antes da queda’. As informações são do Paraná TV 1ª Edição, da RPC Tv.

Segundo o diretor do IML, Carlos Alberto Peixoto Batista, a fratura no pescoço e a presença de sangue no coração e no pulmão de Renata indicam que ela morreu por asfixia. “O laudo comprova que houve uma constrição do pescoço da vítima por exames de anatomia patológica, em que o perito retirou a peça óssea do pescoço, remeteu ao laboratório e um exame microscópico confirmou a fratura e a existência de sangue nas adjacências da fratura o que comprova que isso aconteceu enquanto ela estava viva, porque não teria construção hemorrágica em pulmão e coração com a queda”, explicou.

O casal morava junto desde o início de março e tinha um relacionado conturbado, segundo amigos e familiares. Ela praticava exercícios de maneira progressiva para desenvolver os músculos do corpo e ele é médico que atua na área endocrinológica e na medicina esportiva e estética. Segundo depoimentos, ele era o responsável por medicar Renata, que tinha sido diagnosticada recentemente com depressão.

Nenhum Boletim de Ocorrência chegou a ser registrado pela Polícia Militar (PM), no entanto, há fotos e pedidos de socorro que a modelo teria encaminhado a um advogado. Após publicar, inclusive, uma imagem em que aparece com o nariz sangrando, a modelo recusou e disse que tinha se envolvido em um acidente de trânsito.

A mãe da modelo, Maria do Carmo da Silva Mikoszewski, em entrevista ao Paraná TV, disse que não acredita no suicídio da filha. “Ele era uma pessoa alegre, bem humada, gostava de sol, praia, vivia sempre bronzeada. Não tem como a gente acreditar que ela tenha se jogado”, disse.
Enterro
Durante o velório e sepultamento da modelo, que aconteceu na tarde da última segunda-feira (21) no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba, o namorado foi barrado pela família de Renata. Segundo testemunhas, houve uma discussão entre o médico e os familiares da modelo antes de ele decidir sair do local. Depois que o rapaz deixou o cemitério, os presentes fizeram uma rápida oração e, em seguida, o corpo foi sepultado.