Da Redação
Uma liminar concedida neste sábado (28) pela Justiça determina que 30% dos professores do terceiro ano do Ensino Médio retomem as atividades nesta segunda-feira (2). Em caso de descumprimento, haverá multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato). A justificativa do despacho é que existe risco evidente e irreparável do conteúdo para os fins do concurso vestibular, provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e recomposição do calendário escolar”. Porém, a APP-Sindicato já informou que a ordem não será cumprida. “A assembleia marcada para quarta-feira (4) é soberana e não há como voltar às aulas antes disso”, afirmou o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão. Segundo o presidente, nesta segunda-feira um recurso será apresentando na Justiça para reverter a determinação.
A mesma decisão também determina que 30% dos servidores administrativos voltem ao trabalho. Ainda, o governo do estado protocolou, na última sexta-feira (27), um pedido de liminar para que seja considerada ilegal a greve dos professores, mas isso será julgado apenas na próxima quarta-feira (4), data em que está marcada uma assembleia da categoria que pode pôr fim à greve.
Os professores seguem acampados em frente ao Governo Estadual e não sabem se vão ou não respeitar a ordem judicial. A APP-Sindicato lamentou o pedido do governo e criticou à medida de Beto Richa (PSDB). Ainda, o sindicato afirma que não recebeu nenhuma notificação por parte da Justiça até o momento.
Nota do Governo
No sábado, logo após a determinação judicial de volta às aulas para os professores do 3º ano, o Governo divulgou nota sobre a decisão de pedir a ilegalidade da greve.
“O Governo do Estado lamenta profundamente o fato de o comando de greve dos professores não ter honrado o que foi acordado na última reunião de negociação realizada na quarta-feira, 25 de fevereiro.
A parte que cabe ao Estado está sendo integralmente cumprida. Foi com surpresa que recebemos no fim da tarde de sexta-feira a informação de que novas reivindicações seriam encaminhadas pelo sindicato dos professores. Trata-se de um claro desrespeito com as famílias e os estudantes paranaenses. A percepção é de que existe uma divisão entre grupos dentro do comando grevista, transformando a greve na rede púbica em movimento político, cujo único objetivo é desgastar o governo e tumultuar o ambiente social.
O Governo do Estado aguarda que os professores, e já há uma grande parcela de descontentes com o andamento do movimento de greve, retomem as aulas na próxima segunda-feira, dia 2 de março.
O Governo do Estado recorreu ao Poder Judiciário para defender o interesse da população paranaense. Todos precisam estar cientes das consequências dos atos praticados e dos abusos que estão sendo cometidos contra milhares de estudantes e suas famílias”, encerra a nota.