Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

printt2Em seu perfil, segurança tinha foto da ex-mulher e da filha, ao lado de uma arma (Foto: Reprodução)

Um crime premeditado e de certa forma anunciado. A diarista Márcia Aparecida Pereira, de 40 anos, tinha medida protetiva contra o ex-marido, o segurança Jackson Mathoso da Silva, de 42, mas isso não o impediu de matá-la e depois atirar contra a própria cabeça, na noite deste sábado (3). O assassinato seguido de suicídio aconteceu na Rua Danilo Gomes, no bairro Boqueirão, em Curitiba.

printt1Postagens no Facebook premeditaram o crime (Foto: Reprodução)

Pela rede social Facebook, o autor premeditava que poderia cometer algum ato contra a ex-mulher. Na noite de ontem, ele postou uma fotografia dela com a seguinte frase:

“Sempre te amarei para sempre. O nunca não existe o amor além da vida, você fez e faz parte de mim, te amo”

Pouco antes, ele havia postado uma mensagem possivelmente justificando o ato que cometeria:

“Ás vezes tem decisões que quando tomadas não há como desfazer. Se há como voltar atrás depende do óbvio que causou a situação”

Além dessas mensagens, o segurança, que não aceitava a separação, tinha como imagem de seu perfil uma foto da diarista. Em cima, na imagem de capa, uma arma municiada, como se estivesse apontada para a foto de Márcia. Na vida real, a arma utilizada não foi a pistola do Facebook, mas sim um revólver calibre 38, conforme descreveu à Banda B a perita Jussara Joekel, do Instituto de Criminalística.

“Ele entrou no condomínio armado, sob a vista das pessoas. Ela tinha uma medida protetiva, porque ele vinha ameaçando fazer isso há algumas semanas. Ontem, invadiu o apartamento dela, a encurralou na cozinha e atirou. Ela morreu de joelhos, como se estivesse pedindo clemência”, lamentou a perita.

diaristaMárcia deixou quatro filhos (Foto: Reprodução)

Além de Márcia, um filho dela, de 17 anos, foi socorrido em estado grave. “Ele também levou um tiro. Depois de atirar contra a Márcia, o homem atirou contra a própria cabeça. Ele poderia ter matado os outros três filhos dessa diarista, um deles, uma menina ainda pequena, que era do relacionamento dos dois”, relatou.

Muito chateada com a cena que presenciou, a perita fez duras críticas à medida protetiva. “Uma medida protetiva que não adiantou de nada e por pouco ele não matou os filhos. Proteção, de fato, não foi dada a essa mulher por parte do Estado”, disse.

Amigos lamentam

Na rede social Facebook de Márcia as mensagens são inúmeras. Todos lamentam o que aconteceu e pedem que Deus abençoe os quatro filhos dela:

“Amor não mata amor cuida…”
Quanta crueldade
Meu Deus quanta violência nesse mundo!
Muito triste, não deixar uma mãe criar seus filhos
Que vc seja colhida pelos anjos e espiritos de Deus. Vá em paz amiga.”, diz uma mensagem postada na linha do tempo de Márcia.

Os dois corpos foram recolhidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML).