Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

Fila para conseguir pulseira para assistir ao espetáculo era longa na Rua da Cidadania. (Fotos: Colaboração)

O Grupo Lanteri, responsável pela encenação da “Paixão de Cristo” em Curitiba, afirmou que se surpreendeu com o número reduzido de pulseiras para a edição deste ano – as entradas que eram distribuídas na Rua da Cidadania da Praça Rui Barbosa esgotaram em meia hora. Em um comunicado divulgado na página Facebook, os organizadores declararam que tentam agora aumentar o limite de dois mil espectadores para o show, que acontece na Pedreira Paulo Leminski nesta sexta-feira (3).

“Nós estamos recebendo uma quantidade enorme de pedidos de explicações e, por consideração a nosso público, que nos honra todos os anos com a sua presença, pedimos o aumento do número de pulseiras, por entendermos que se trata de um evento diferenciado de shows musicais”, informou o comunicado em post publicado nesta quinta (2).

Segundo ouvintes da Banda B, a fila para conseguir a pulseira que garante a entrada no evento era longa já no começo da tarde. Muitos internautas, indignados, disseram que vão tentar entrar no show mesmo sem o ‘ingresso’. “Estamos aguardando um posicionamento dos órgãos envolvidos na esperança de podermos atender a população de Curitiba”, completou a nota do Grupo Lanteri.

Devido a um acordo judicial da Prefeitura com o Ministério Público do Paraná (MPPR), desde que foi reaberta, a Pedreira só pode receber dois eventos com mais de duas mil pessoas por mês. Em abril, de acordo com o apurado pela reportagem, já há dois shows marcados que atendem a essa demanda, o que impossibilitaria o aumento do público para a “Paixão de Cristo”. Durante os anos em que o local permaneceu fechado, no entanto, a encenação foi o único evento que teve permissão para continuar a usar o espaço.

Procurada pela Banda B, a Prefeitura informou que vai distribuir hoje duas mil pulseiras para acesso ao espetáculo, conforme o acordo judicial de 2014 que permitiu a reabertura da Pedreira, celebrado com a participação do MPPR, da associação de moradores da região e da empresa que administra o espaço.

A reportagem tentou falar também com o MPPR, mas, até o fechamento desta matéria, não conseguiu contato.

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