Onze governadores deixaram seus cargos para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral para disputar as Eleições 2026, que foi até este sábado (4). Entre as saídas, estão pré-candidatos à Presidência e nove nomes focados no Senado, enquanto outros nove gestores seguem no cargo para buscar a reeleição.

O prazo de desincompatibilização é o limite de tempo que candidatos tem para deixarem cargos públicos para poderem concorrer nas eleições. A regra existe para evitar abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública. Para governadores, este prazo é de seis meses antes da data da votação.
Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou, na semana passada, que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve ser candidato à Presidência, mas ainda não formalizou sua pré-candidatura.
Outros governadores devem disputar as Eleições 2026
Nove governadores saíram o cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles:
- Gladson Cameli (Progressistas-AC);
- Wilson Lima (União Brasil-AM),
- Ibaneis Rocha (MDB-DF),
- Renato Casagrande (PSB-ES);
- Mauro Mendes (União Brasil-MT);
- Helder Barbalho (MDB-PA),
- João Azevêdo (PSB-PB)
- Antonio Denarium (Progressistas-RR).
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado, no mês passado, à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice.
Outros nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos:
- Clécio Luís (União Brasil-AP);
- Jerônimo Rodrigues (PT-BA);
- Elmano de Freitas (PT-CE);
- Eduardo Riedel (Progressistas-MS);
- Raquel Lyra (PSD-PE);
- Rafael Fonteles (PT-PI);
- Jorginho Mello (PL-SC);
- Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP);
- Fábio Mitidieri (PSD-SE).
De acordo com a legislação eleitoral, políticos não precisam deixar os cargos no Poder Executivo se pretendem disputar o segundo mandato.
Os sete govenadores restantes decidiram completar o mandato e não renunciaram para disputar algum cargo nas eleições. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos. São eles:
- Paulo Dantas (MDB-AL);
- Carlos Brandão (Sem partido-MA);
- Ratinho Junior (PSD-PR);
- Fátima Bezerra (PT-RN);
- Eduardo Leite (PSD-RS);
- Marcos Rocha (PSD-RO);
- Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).
Eleições 2026
O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, quando 155 milhões de eleitores estarão aptos a elegerem o presidente da República, o vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais.
O segundo turno poderá realizado, no dia 25 de outubro, para os cargos de presidente e govenador se nenhum dos candidatos obtiver mais da metade dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, no primeiro turno.
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