Por Marina Sequinel e Adilson Arantes

A morte de um adolescente de 15 anos em decorrência de insolação em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, no último dia 27, caso relatado em primeira mão pela Banda B nesta segunda-feira (3),  é rara, mas pode acontecer. É o que explicou o neurologista Cleverson Gracia, em entrevista ao jornalista Adilson Arantes no Jornal da Banda B 2° Edição.

Segundo o médico, o mais provável é que a longa exposição ao sol tenha causado inchaço no cérebro do menino, provocando um edema. Ele havia passado o dia todo empinando pipa no calor acima dos 30ºC, em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. “Ele provavelmente tinha alguma má formação neurológica ou até mesmo vascular, o que desencadeou o edema. Fora nesses casos, é bem difícil que a insolação possa causar o óbito”, afirmou o neurologista.

O médico ainda explicou que o sol não causa aneurisma, já que esse é um defeito genético hereditário. “O aneurisma aumenta ao longo dos anos, por isso ela atinge, geralmente, pessoas na faixa dos 50 anos. Só se o menino tivesse nascido com o problema e, com a insolação, o aneurisma fosse rompido. Mesmo assim, é bastante improvável”, completou Gracia.

De acordo com ele, nesse período de calor excessivo, é importante evitar a longa exposição ao sol, principalmente entre as 10h e as 16h. Além disso, não dá para esquecer do filtro solar e de se hidratar com frequência, ingerindo muita água. “È sempre melhor tomar os cuidados necessários e se prevenir”, concluiu.

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