Da Polícia Civil
Após uma pessoa prestar queixa na 6.ª Subdivisão Policial (SDP) de Foz do Iguaçu, de que um homem havia tatuado uma adolescente de 13 anos sem a sua autorização, policiais civis, autuaram no Bairro Três Lagoas, Willian Campos, por lesão corporal.
O delegado-adjunto Geraldo Evangelista, pediu a equipe do Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Foz do Iguaçu, que fosse até o estúdio de tatuagem para a verificar as condições do estabelecimento.
No local, os policiais constataram que o estúdio não possuía alvará de funcionamento, e os materiais utilizados, não estavam de acordo com regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo assim, o proprietário Willian Campos, foi conduzido até a delegacia para prestar esclarecimentos.
“Os estúdios clandestinos ocasionam diversos problemas, entre eles, o trabalho mal feito por falta de especialização e estudo, material não esterilizado, materiais de péssima qualidade ou procedência duvidosa. Com transmissão de doenças contagiosas, como hepatite C, sífilis, a tuberculose e possivelmente o vírus HIV”, explicou o delegado.
Em depoimento, Campos alegou desconhecer a verdadeira idade da adolescente, o que para o delegado não o isenta da responsabilidade. “A autorização de tatuar dada pelo adolescente é inexistente e, em consequência, o tatuador será responsabilizado civil e penalmente. Para isentar sua responsabilidade, ele deveria ter solicitado autorização do responsável legal, independentemente do querer da jovem”, ressalta o delegado.
No estúdio, os policiais encontraram tintas da marca Intenze, proibidas pela Anvisa. Campos foi ouvido e liberado, mas responderá pelo crime de lesão corporal, além de penas administrativas.
