O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) o aumento da tarifa global para 15%, um dia após a Suprema Corte barrar o chamado tarifaço. A medida substitui a proposta anterior de cobrança de 10% sobre produtos importados e deve entrar em vigor já na próxima terça-feira (24).

Donald Trump a frente de plateia em discurso
A nova tarifa global pode ter impacto direto na economia internacional (Foto: Facebook/Donald Trump)

O anúncio foi feito por meio das redes sociais, onde Trump afirmou que a elevação é respaldada por instrumentos legais disponíveis. Segundo o republicano, a decisão integra a estratégia de fortalecimento econômico do país, alinhada ao lema político “Make America Great Again”. As informações são do portal UOL e da Folha de São Paulo.

A mudança ocorre após uma derrota significativa no Judiciário. Na sexta-feira (20), a Suprema Corte considerou ilegal a imposição de tarifas amplas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Por maioria, os ministros entenderam que a legislação não concede ao presidente autoridade para criar tarifas de grande alcance sem aprovação do Congresso.

Trump criticou duramente o entendimento da Corte, classificando a decisão como “ridícula” e contrária aos interesses nacionais. Ainda assim, reforçou que não pretende recuar e que continuará adotando medidas para impor novas taxas sobre importações.

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Pelas regras atuais, o presidente pode aplicar tarifas por um período de até 150 dias sem aval do Congresso. Após esse prazo, será necessário buscar aprovação legislativa para manter as cobranças. Apesar disso, Trump afirmou que não considera indispensável o aval parlamentar para avançar com a política tarifária.

Especialistas apontam que a decisão judicial pode abrir espaço para disputas legais envolvendo valores já arrecadados. Há a possibilidade de que importadores solicitem reembolso de bilhões de dólares pagos anteriormente, o que deve prolongar a insegurança jurídica.

A nova tarifa global pode ter impacto direto na economia internacional, atingindo diversos países, incluindo o Brasil, que já havia sido alvo de sobretaxas. Economistas estimam que as medidas anteriores tenham gerado arrecadação superior a US$ 175 bilhões para os Estados Unidos.