DNA confirma violência sexual e suspeito por assassinato de casal em motel é identificado


Por Felipe Ribeiro e Geovane Barreiro

O exame de DNA identificou um detento como autor do assassinato do casal André de Freitas Perez Silva, de 22 anos, e Gabriela Cerci Bernabe, de 26, em um motel de Paranavaí, no noroeste do Paraná. De acordo com o laudo da Polícia Científica divulgado nesta quinta-feira (3), o material genético pertence ao presidiário Marcelo de Oliveira Choti, de 33 anos, que estava foragido no momento do crime, ocorrido em abril deste ano. A polícia chegou até o preso após a delação do outro suspeito, este que foi flagrado por uma câmera de segurança do motel.

Foto: Reprodução

Segundo o delegado Luiz Carlos Mânica, o primeiro suspeito alugou um quarto ao lado do que o casal ficou hospedado e a polícia passou a investigar, mas ele decidiu entregar a presença de Choti após a prisão por roubo a banco. “O Marcelo é quem teria dormido no quarto e o sêmen dele foi confirmado com o encontrado com a Gabriela, comprovando a violência sexual. Ele já estava preso e agora está sendo ouvido para tentarmos esclarecer o crime”, disse.

O estudante de Direito André e a advogada Gabriela foram brutalmente assassinados no dia 4 de abril. O laudo apontou que Gabriela morreu devido a uma fratura no pescoço provocada por uma queda e André por embolia pulmonar causada por intoxicação.

De acordo com o delegado, Choti tinha várias passagens por roubo e fugiu da penitenciária de Maringá. Ele voltou a ser preso após um roubo a banco de Paranavaí. “É um caso revoltante, já que o casal era tido como exemplar. Não havia necessidade de tirar a vida, ainda mais com tanta violência”, concluiu.

O inquérito deve ser concluído nas próximas duas semanas e levado ao Ministério Público do Paraná para a denúncia. O depoimento de Choti deve apontar se alguma outra pessoa estava envolvida no crime.

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