A doceira Margareth Aparecida Marcondes, acusada de enviar bombons envenenados a uma adolescente de Curitiba, foi condenada a 30 anos e três meses de prisão em regime fechado por quatro crimes de tentativa de homicídio. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri em Curitiba, nesta segunda-feira (7). A audiência começou às 13 horas e a sentença foi anunciada às 2 horas, já na madrugada desta terça-feira.
Para o cálculo da pena, foram consideradas as ocorrências de três qualificadoras no caso da tentativa de homicídio a uma das vítimas (motivo torpe, dissimulação e meio cruel por emprego de veneno) e duas no caso das demais três tentativas (motivo torpe e emprego de veneno), conforme previsão do Código Penal. O Ministério Público do Paraná, que atuou na acusação, obteve resultado favorável em todas as alegações oferecidas.
O crime aconteceu em março de 2012, quando um taxista entregou uma caixa com os bombons para Thalita Machado Teminski, na casa da família, no bairro Umbará.
Na época do crime, Margareth foi presa cerca de duas semanas após o envio da caixa. Ela estava em Barra Velha, Santa Catarina. Margareth era amiga da família e confessou na delegacia que envenenou os bombons. Segundo as investigações, envenenou os bombons porque havia gasto R$ 7,5 mil, valor este pago pelo pai da Thalita para a fabricação dos doces.
Com a ingestão dos doces, Thalita ficou quatro dias em coma e outros sete na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Hoje com 19 anos, Thalita contou que ficou com sequelas do envenenamento, como uma arritimia no coração e que a esperança para o julgamento é o de que a justiça seja feita. “A Margareth se tornou íntima da nossa família com os preparativos da festa, até hoje não conseguimos entender o motivo de ela ter feito isso”, disse.
Em 2014, a doceira foi condenada no Tribunal do Júri da comarca de Joinville a 10 anos e 8 meses de reclusão por tentativa de homicídio qualificado. Ela teria tentado matar o ex-marido com golpes de rolo de macarrão na cabeça para encobrir o envenenamento.
