Com a flexibilização da quarentena em muitas cidades, os riscos de novas ondas de contaminação são um perigo iminente. E uma das maneiras mais eficazes e, inclusive, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, a OMS é a testagem em massa de pessoas. No entanto, ainda há muitas dúvidas sobre os tipos de testes e, principalmente, a eficácia dos testes disponibilizados sobretudo pelo mercado privado.

Foto: Marcelo Fonseca/Folhapress

 

Segundo a Fiocruz, uma das mais conceituadas instituições de ciência e tecnologia do país e que emite laudos sobre confiabilidade de testes e vacinas, existem hoje dois tipos de testes. Os moleculares, que podem ser realizados através do swab (cotonete) ou ainda com amostras de sangue e que levam cerca de duas horas para o resultado, e os testes rápidos, que servem como um primeiro filtro de detecção e que em 20 minutos dão um resultado. No entanto, desde o início da pandemia o que vem se observando é a sobrecarga do Sistema Único de Saúde no que diz respeito à testagem, e assim a opção para que os testes sejam realizados vem ficando cada vez mais a cargo da rede particular, como farmácias, que realizam o teste in loco e empresas, que vêm encontrando nos testes rápidos uma maneira de realizar um retorno seguro para o ambiente de trabalho.

Mas, e como identificar quais testes rápidos são confiáveis ou não? João Trentin Jr., que comercializa testes da marca Vazyme, e proprietário da SOS Sul, garante que para que o teste seja confiável é preciso o cumprimento de várias etapas, como registro do teste na Anvisa e, de preferência, um laudo técnico que ateste a qualidade do material. “Aqui no Brasil hoje, a Fiocruz é um dos órgãos que emite laudos altamente confiáveis. O material que comercializamos hoje, por exemplo, tem uma garantia de 98,3% de eficácia atestado pela Fundação, o único do Brasil com esse alto índice de aprovação”, diz o empresário. Além disso, é preciso estar atento ao profissional que realiza estes texto, afinal, como lembra Trentin, a técnica é fundamental para saber realizar adequadamente os testes rápidos. “Costumamos comercializar estes testes para farmácias, pessoas físicas, empresas. Mas a orientação é que ele seja realizado por um profissional que saiba tanto realizar quanto analisar o teste. Isso é imprescindível”, garante ele.

Retorno ao trabalho com testes

Muitas empresas, com o retorno dos funcionários, estão vendo na compra de testes rápidos para identificar a presença ou não do vírus uma opção de garantir mais segurança para suas equipes. Segundo Trentin, a tendência é que cada vez mais isso aconteça. “Muitas empresas nos procuram para comprar kits de testagem, pois além de ser barato, é uma forma confiável de garantir segurança para os funcionários. Para se ter ideia, temos a pronta entrega hoje cerca de 100 mil testes com foco nesse público”, diz ele.

O empresário Tairone Passos, da empresa SóCarrão, em Curitiba, optou por essa opção e realizou testes não só na sua equipe, mas também em clientes que vão até sua loja e queiram realiza-lo. “Eu comprei com a intenção de disponibilizar para que minha equipe pudesse realizar os testes e foi bem positivo, pois as pessoas se sentiram mais seguras naquele momento de poder voltar ao ambiente de trabalho. Ainda tem muitas precauções, como o uso de máscaras, álcool em gel, distanciamento, mas o resultado negativo dos testes traz mais tranquilidade”, diz ele.

Para que isso aconteça, empresas que comercializam os testes rápidos, como a SOS Sul, oferecem vantagens para que o ambiente corporativo possa oferecer essa opção. “Além de comercializar os testes rápidos para prefeituras, oferecemos às empresas com valores diferenciados, essa é uma forma de facilitar o acesso aos testes e, sobretudo, de garantir que cada vez mais a população seja testada”, finaliza Trentin.