A Secretaria de Estado da Saúde lamenta a morte do médico Marco Aurélio Lopes Gamborgi, de 57 anos, que aconteceu na última sexta-feira. O cirurgião plástico foi um dos fundadores do Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Labiopalatal (Caif), em 1992, que integra o Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), e durante os 28 anos se dedicou às cirurgias reparadoras de fissura lábio palatal. O cirurgião morreu por complicações da Covid-19 na última sexta-feira (4).

(Foto: Divulgação)

 

Marco era apaixonado pelo que fazia e a sua atuação ultrapassava a atenção médica ao paciente. Foi um médico que iniciava o tratamento com a futura mãe, que durante a gravidez descobria a fissura labial no filho antes de nascer. O cirurgião era atencioso, esclarecia as dúvidas, explicava os detalhes do caso e acalmava os corações das gestantes.

“Sou fissurado pelos fissurados”, repetia o Dr. Marco, referência na cirurgia lábio palatal no país. No Caif atuou com dedicação, comprometimento e responsabilidade durante os 28 anos de existência da instituição.

Ele era presidente Regional da Sociedade Brasileira da Cirurgia Plástica, atuava também no Centrinho Prefeito Luiz Gomes, em Joinville (SC), no Hospital Pequeno Príncipe, e como voluntário da ONG Operação Sorriso do Brasil. Participou de diversas expedições por locais que tinham pouco acesso ao tratamento médico, realizando cirurgias reparadoras de fissura lábio palatal pelo país.

Com muito pesar a Sesa registra o óbito de 126 profissionais da saúde por complicações da infecção causada pelo novo coronavírus no Paraná.