Redação com CMC

A Câmara de Curitiba aprovou, na sessão desta terça-feira (1º), indicação de sugestão ao Executivo para que o passageiro tenha desconto ao comprar antecipadamente créditos do cartão transporte. A medida, segundo o vereador Bruno Pessuti (PSD), autor da porposta, serviria para evitar “a fuga de usuários do transporte coletivo”.

O Executivo publicou, no dia 11 de junho, o decreto municipal que reduz de cinco anos para um ano a validade dos créditos de cartão transporte adquiridos a partir do dia 3 do mês passado. Pessuti argumentou que o crédito comprado três anos atrás, por exemplo, gera um deficit ao sistema. “Se a Urbs fosse um banco, onde as pessoas pudessem ir lá sacar seus créditos, [elas] teriam R$ 200 milhões à disposição, e então a Urbs teria um deficit de R$ 200 milhões”, explicou. “Já que não é possível a validade por cinco anos, pelo menos que a compra antecipada tenha desconto.”

Segundo o vereador, não foi possível implementar a proposta na gestão passada devido ao entendimento do Ministério Público do Paraná (MP-PR) de que os créditos do cartão transporte “não poderiam ser comprados por dois preços diferentes”. No entanto, defendeu o autor da indicação, “nos postos de combustíveis essa diferença de preços já está sendo aplicada”.

“Às vezes eu estranho o fato de o poder público agir de maneira tão diferente dos bons exemplos da iniciativa privada. Tudo que o comerciante gostaria é que os comerciantes comprassem os produtos de maneira antecipada”, declarou o Professor Euler (PSD). O poder público, para o parlamentar, “quer que compre aos pouquinhos”, em vez de “trabalhar com dinheiro antecipado”.

A Urbs informou que não se manifestará a respeito da sugestão porque não teve conhecimento do teor da proposta.

Venda dos cartões-transporte

Autor do projeto que deu origem à lei que amplia para mercados, hipermercados, postos de combustíveis e casas lotéricas, dentre outros estabelecimentos, os pontos de venda do cartão transporte avulso, Jairo Marcelino (PSD) disse que apresentará um pedido de informações para questionar por que a norma ainda não foi adotada. A matéria foi aprovada pelos vereadores no final de novembro passado.