Após protesto de taxistas, diretor da Urbs garante que Uber não irá operar em Curitiba


Da Redação com CMC

Foto: Divulgação

Após o protesto de centenas de taxistas em frente à Câmara Municipal de Curitiba, o de Transporte da Urbanização de Curitiba, Daniel Andreatta Filho, disse que a operação do Uber não será permitida em Curitiba. A declaração aconteceu em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública da Câmara Municipal nesta sexta-feira (28).

“Nós lutaremos contra qualquer tipo de transporte pirata. Se existe remuneração, entendemos que se trata de transporte de passageiros e não de carona”, disse Andreatta.

O presidente da Comissão de Direito do Trânsito da OAB Paraná, Marcelo Araújo, disse que o serviço é ilegal. “Está havendo omissão por falta de coragem de irem contra a maioria. Não há concorrência quando o outro competidor não está seguindo as mesmas regras”, sustentou. Ele alertou ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), entre outras ponderações do ponto de vista legal.

Rogério Felix, vice-presidente da União dos Taxistas de Curitiba (UTC), argumentou que a sociedade “precisa compreender que o Uber é ilegal”. “Ele não cumpre a Constituição Federal. O taxista não é contra a tecnologia e trabalhamos com aplicativos para a evolução do serviço, como para chamar o táxi. Curitiba tem a frota mais nova do Brasil, de fazer inveja a qualquer cidade do mundo”, avaliou.

Entenda o Uber

A multinacional Uber foi fundada em 2009, nos Estados Unidos, e tem como um de seus principais produtos o aplicativo de celular de mesmo nome, que permite o cadastro de motoristas independentes e de qualquer pessoa interessada em utilizar o serviço. Inicialmente, a companhia oferecia transporte em carros de luxo, mas agora também atua no segmento de baixo custo, apresentando-se como uma alternativa mais barata do que os táxis tradicionais, o que tem gerado protestos de taxistas ao redor do mundo.

Pelo celular, pede-se o carro mais próximo, por meio da localização de GPS. O pagamento é feito pelo aplicativo, com o cartão de crédito que o usuário cadastrou, não havendo possibilidade de pagamento em dinheiro. A empresa é quem paga o motorista e cobra uma taxa de 20% do valor da corrida. Conforme o site da Uber, o objetivo é conectar passageiros e motoristas diretamente através de seus aplicativos. “Aumentamos a acessibilidade dentro das cidades, gerando novas possibilidades para os passageiros e novos negócios para os motoristas”, argumenta a empresa.

Em funcionamento em 57 países, segundo informações da empresa, o sistema – que rivaliza com os táxis – ainda não opera em Curitiba e está em atividade no Brasil apenas nas cidades de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Brasília (DF).

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