Comida boa, solidariedade e empatia estão entre os itens que o brasileiro sabe fazer de melhor. Mais uma vez, a oportunidade de fazer o bem ao próximo aparece diante de você. Lisone Costa, tem 57 anos e precisa de ajuda. Após ter problemas de saúde, Lisone foi submetida a uma cirurgia. Ela amputou a perna e desde então, a vida mudou. Amigos e familiares estão organizando métodos para arrecadar fundos e a ajuda-lá a comprar uma prótese para a perna. Uma feijoada, por meio de serviço delivery, está prevista para ocorrer no 26 de julho, um domingo, no Clube Trieste, em Santa Felicidade. Além disto, uma vaquinha online está sendo organizada para auxiliar no processo. O objetivo final de dona Lisone é arrecadar R$ 21 mil. Abaixo, saiba como ajudar.

 

 

À Banda B, dona Lisone trouxe detalhes desta transformação pessoal. Tudo começou há aproximadamente sete anos. A perda da mãe, e em seguida, do pai, trouxe consequências muito profundas. Ouvinte fiel da Banda B, Lisone conta que perdeu, antes de tudo, dois amigos. Porque, sempre escutava à rádio ao lado dos pais. “Então, veio uma depressão muito profunda. Isto mexeu com o meu corpo inteiro. Principalmente, com as unhas dos meus pés”, iniciou.

Feridas começaram a aparecer nesta região do corpo. Sem ter o controle, e com a situação agravada, dona Lisone fez um plano de saúde e iniciou um tratamento. No entanto, as coisas não melhoravam. “Eu fui tratando, tratando. Só que chegou uma hora e o médico me disse. ‘Não tem mais o que fazer. Vamos ter que amputar'”, comentou.

Foi quando a preocupação maior apareceu. Ao receber a notícia do médico que deveria amputar a perna, ela parou para refletir. Visto que, tudo era uma novidade em sua vida. “Eu perguntava e pensava. ‘E agora?’. O médico disse que é para ser amputado na parte de cima da coxa. Mas, após uma reunião com a equipe médica, foi feito um corte abaixo do joelho. Graças a Deus, tudo deu certo”, pontuou.

Prótese

Também à Banda B, o filho de dona Lisone, Diego Costa, de 35 anos, é um dos responsáveis diretos por organizar a arrecadação de fundos para a compra da prótese. Ele revelou que a prótese a ser comprada, não é a melhor disponível no mercado. No entanto, diante da situação da família e da urgência do item para a mãe, está é a melhor no sentido de custo-benefício.

“Não é a melhor prótese, né. Mas também não é uma com um pé de madeira, que deixa a locomoção difícil, por ser mais pesada. Então, a gente quer para ela uma prótese intermediária para ela poder voltar ao dia-a-dia”, comentou o filho.

Diego revelou que uma das atitudes que a mãe gosta de fazer é mexer com flores, no quintal da casa. A necessidade da prótese é tamanha para diminuir custos com sessões de fisioterapia. Mas, principalmente, e o mais importante, para ajudar a mãe a sair da depressão. “Foi nos dito que a prótese se encaixaria perfeitamente as necessidades da minha mãe. E a gente não tem a possibilidade de arcar com este custo. Então, a gente fez… minha mãe, na verdade, a feijoada e a vaquinha para arrecadar os fundos. Quanto mais demorarmos, mais difícil será”, explicou.

Saiba como ajudar

Conforme dito no inicio, a Feijoada será feita no dia 26 de julho, no Clube Triste, em Santa Felicidade. Ela custará R$ 39,90 e irá servir duas pessoas. Em razão do decreto municipal e estadual devido à pandemia do novo coronavírus, Diego destacou que não será possível comer no local. Porém, os membros da organização estão verificando métodos para deixar a comida mais acessível a toda sociedade curitibana.

“No momento, nós estamos verificando se vamos conseguir um delivery. A gente já está verificando com alguns colegas para ter ajuda. Isto é importante para conseguimos atingir mais pessoas e arrecadar mais fundos”, pontuou.

Além da Feijoada, existe a Vaquinha online. Clique aqui para acessar e contribuir com qualquer valor. Dona Lisone, principal personagem da história, faz questão de agradecer de antemão, a ajuda para quem se sensibilizar com a história.

“A minha vida mudou assim. Sabe, eu levei um balde de água gelada nas costas. Agora, o que mais a gente precisa é de amigos que possam ajudar. É maravilhoso poder pensar nisto. Porque está bem difícil. Eu não consigo sair desta maldita depressão. Por que tudo é tristeza, tudo é tristeza. Mas, um dia eu vou me libertar desta tristeza. Eu sei disto”, finalizou.