Por Felipe Ribeiro

A frota de ônibus de Curitiba voltou a circular normalmente neste sábado (29), dia seguinte da greve geral que paralisou todo o sistema na sexta-feira (28). De acordo com a Prefeitura de Curitiba, 100% da frota prevista para o dia já estava nas ruas desde as primeiras horas da manhã. Em nota, as empresas de ônibus prometeram ir à Justiça para pedir ressarcimento do prejuízo.
O protesto de sexta-feira foi motivado pela intenção do governo Michel Temer promover reformas nas áreas trabalhista e da Previdência. Em nota postada em seu site, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc) disse que a atuação da categoria foi fundamental. “Exemplar, pela adesão total da categoria, que permaneceu unida e forte. Fundamental, por possibilitar que Grande Curitiba, ao lado de São Paulo, organizasse uma das maiores paralisações do Brasil contra o fim da aposentadoria e a reforma trabalhista. Fizemos parte da maior greve geral nacional do século”, descreveu.
Na sexta, o Sindicato das Empresas de Ônibus da Grande Curitiba (Setransp) protocolou pedido de frota mínima no transporte coletivo durante o dia de greve geral, que foi acatado pela Justiça. O Sindimoc afirmou que não foi notificado da decisão.
Em nota, as Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana lamentou o protesto e disse que deve buscar medidas judiciais contra o sindicato dos trabalhadores. “Infelizmente, veículos de uma empresa foram atravessados na porta de outra empresa e tiveram seus pneus esvaziados para impedir que os ônibus saíssem às ruas, um método que lamentavelmente já se tornou comum. Além disso, mais uma vez oficiais de Justiça não encontraram nenhum representante do Sindimoc para notificar a decisão do Tribunal. As empresas estudam as medidas cabíveis contra os responsáveis pela manifestação a fim de obter o ressarcimento pelo prejuízo causado ao sistema de transporte”, informou.