Por Felipe Ribeiro

Taxistas se reuniram com a Prefeitura de Curitiba na manhã desta terça-feira (2) para debater o funcionamento do aplicativo Uber e pedir a efetiva aplicação de multas ao que consideram um transporte clandestino de passageiros. Na reunião, o secretário de Governo Ricardo Mac Donald Ghisi não descartou o uso de uma ação integrada de combate ao aplicativo.
De acordo com o conselheiro da União dos Taxistas de Curitiba (UTC), Rogério Felix, a ação proposta pela Prefeitura de Curitiba aconteceria nos moldes da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), que combate irregularidades e casas noturnas. “Seria especificamente para a aplicação da multa de R$ 1,7 mil aos motoristas do Uber, o que é uma notícia muito positiva. Apesar de ser uma conversa inicial, já assinamos um ofício e a fiscalização deve começar nos próximos dias”, explicou.
A Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba, que confirmou a possibilidade desta ação integrada. Apesar de o prefeito Gustavo Fruet ter sancionado a lei que aplica multas a motoristas do Uber, até o momento, elas não estão sendo aplicadas por falta de um último decreto da administração municipal.
Dossiê
Ainda nesta terça-feira, taxistas ligados à UTC foram até a Assembleia Legislativa para entregar um dossiê elaborado por eles sobre ações da Uber em Curitiba. De acordo com Felix, o documento é uma versão resumida das denúncias contra o funcionamento do aplicativo. “Neste dossiê, mostramos as ações do aplicativo na capital. Os taxistas estão em uma situação complicada, uma vez que conforme crescem em número, vão se organizando e criando associações. Assim, entram em conflitos e se reúnem até para bater em taxistas, tem gente até com medo de trabalhar”, disse.
A conversa na Assembleia Legislativa foi motivada por um projeto de lei que pretende proibir os serviços de transporte individual de passageiros oferecidos por prestadores particulares ou privados através de aplicativos de smartphones do tipo Uber, nos municípios que possuam concessão para táxis. O mesmo projeto propõe que o Estado regulamente esse tipo de serviço no prazo de 180 dias a partir da vigência da lei, estabelecendo normas e fiscalização que garanta a segurança e os demais direitos do consumidor.