Amigos e protetores animais realizaram, na manhã deste sábado (8), uma manifestação pedindo a liberdade da vereadora de Curitiba Fabiane Rosa (PSD), presa desde o último dia 27 por uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público (MP). As investigações apontam que a parlamentar é suspeita de um esquema de rachadinha – quando o político recebe parte do salário do seus funcionários comissionados. A parlamentar está na Penitenciária Feminina de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

 

O grupo de apoiadores saiu da Câmara Municipal de Curitiba em direção à sede do Gaeco, no bairro Ahú. Eles alegam que a vereadora está presa de forma arbitrária. “Nosso objetivo é mostrar o apoio a Fabiane Rosa, que é nossa vereadora, protetora dos animais. Precisamos dela e essa prisão é inaceitável. Foi arbitrária e sem chance dela se defender”, disse à Banda B Bernadete Borges, de 69 anos, que é protetora independente.

Bernadete ainda destacou que o filho da vereadora, de quatro anos, e os 21 cães de estimação precisam da presença de Fabiane. “Eles precisam dela! O motivo de estarmos é pedir que ela responda o processo em liberdade. Não dá forma que está sendo feito”, lamentou a protetora.

Também presente no protesto, a vendedora Larissa Matos, de 26 anos, que foi assessora de Fabiane por 9 meses, disse que ela está sendo vítima de uma injustiça. “Todas as matérias feitas contra a Fabiane Rosa são negativas e falsas. Quero fazer pelo menos uma defesa a ela. Está acontecendo uma estratégia para tirar o mandato dela. A causa animal está de luto”, ponderou.

Câmara abriu sindicância

(Foto: Divulgação)

 

A corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) deu início, nesta terça-feira (4), aos procedimentos de investigação para apurar denúncias contra a vereadora Fabiane Rosa (PSD). A parlamentar, que está presa preventivamente desde o último dia 27, teria se apropriado de parte dos salários de seus assessores. O pedido de abertura de sindicância foi feito pela Mesa Diretora da CMC.

Gaeco

Por tramitar em segredo de Justiça, o Gaeco não passa mais detalhes ou dá entrevistas sobre as investigações.