As medidas de higiene e o distanciamento social têm evitado não apenas a contaminação pelo novo coronavírus. Doenças causadas por outros vírus e bactérias, como gripe, meningites e coqueluche, também estão diminuindo em Curitiba. O distanciamento social e a consciência da população fez com que se tenha uma queda de 83% em doenças respiratórias em relação ao mesmo período do ano passado na capital.

Limpeza em terminal de ônibus durante a pandemia (Foto: SMCS)

 

Há cinco semanas, por exemplo, Curitiba não registra nenhum caso de internamento por doença respiratória causada por sincicial respiratório. O vírus é, nessa época do ano, uma das principais causas de internamentos de bebês com menos de 2 anos de idade e causa infecções respiratórias graves nessa faixa etária, como a bronquiolite.

Na primeira semana de maio do ano passado a cidade teve 30 casos confirmados de infecção grave pelo sincicial respiratório. Desde março deste ano, não houve caso registrado de infecção pelo mesmo vírus.

“Sem dúvidas é um efeito colateral positivo da prevenção ao coronavírus. As mesmas medidas de higiene das mãos, uso de máscaras, distanciamento e isolamento acabam evitando outras doenças”, disse Marion Burger, médica infectologista do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.

Queda de 83%

Nas Unidades Básicas de Saúde e de Pronto Atendimento a procura por atendimentos para doenças respiratórias caiu significativamente entre o fim de abril e começo de maio deste ano, períodos de maior procura por esse tipo de atendimento.

Na semana de 19 de março a 25 de abril deste ano foram registrados 8.616 atendimentos presenciais nos serviços de saúde do município. Uma queda de 83% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a médica infectologista, essa a redução drástica coincide com as medidas de contenção do novo coronavírus, que provoca a covid-19.

“Parte desses pacientes puderam contar com a Central de Teleatendimento e Teleconsulta implantada pela Prefeitura de Curitiba no início da pandemia, mas o grande fator mesmo são as medidas de isolamento social, maiores cuidados com a higiene, uso de máscara acaba restringindo a contaminação de outros vírus e bactérias”, disse Marion.