Indústria da intercooperação instalada em Castro, na região dos Campos Gerais, a Alegra projeta expansão da produção e a contratação de novos colaboradores para 2021. Inaugurada em outubro de 2015, a unidade que produz derivados de carne suína amplia sua produção e seu faturamento ano a ano, e projeta fechar 2020 com mais de R$ 800 milhões comercializados. Mesmo com a crise ocasionada pela chegada do novo coronavírus, a empresa diversificou mercado, ampliou as exportações, e aumentou a produção recentemente, para suprir a demanda crescente.

(Foto: Divulgação)

 

A Alegra iniciou sua produção, há cinco anos, com volume de 4 mil toneladas por mês, passando para 8 mil toneladas por mês em 2019, e ampliando esse volume para 9 mil toneladas por mês em 2020, após a planta ser certificada para o abate de até 3,5 mil suínos por dia. Esse maior aumento na capacidade, na casa de 10%, aconteceu em setembro. “Tivemos um aumento de abate de 300 suínos por dia. Além disso, começamos o ano com 1500 funcionários e agora estamos com 1660, fruto do projeto de crescimento”, explica o superintendente da Alegra, Matthias Rainer Tigges. De acordo com ele, 100% do quadro de colaboradores são moradores da região dos Campos Gerais.

A pandemia da Covid-19, que impactou diretamente a economia brasileira a partir de março, resultou, inicialmente, em uma grande queda de mercado para a empresa. Contudo, a Alegra viu em outros países a oportunidade para manter a produção em alta. “Em abril, nós perdemos 30% do mercado interno, mas migramos para a exportação e, com isso, fechamos o mês somente 7% abaixo do esperado. Além disso, a partir de maio, o faturamento foi recomposto. Hoje exportamos um terço da produção e equilibramos de novo”, ressalta o superintendente.

Para 2021, o plano de expansão contempla um desenvolvimento superior ao aplicado em 2020, com a perspectiva de fechar o próximo ano com cerca de 4 mil abates diários, e um quadro de colaboradores superior a 1,8 mil. Tudo isso fará com que o faturamento também seja potencializado. “Para 2021, o projeto de crescimento tem previsão de aumentar a produção e também o quadro de colaboradores em 10%. Essa expansão deve ser feita de maneira gradativa e ao longo do ano, assim como aconteceu em 2020, como parte do projeto de crescimento da empresa e diretamente relacionada à expectativa de aumento da produção”, completa Tiggers,

Tudo isso agrega à economia dos municípios dos Campos Gerais, que acabam ganhando com a circulação de riquezas. “A evolução e o crescimento da indústria são positivos e relevantes para a região dos Campos Gerais, com o aumento de geração de emprego e também na relação com cooperados e empreendedores locais”, avalia o superintendente, lembrando que toda a matéria prima é fornecida por 118 cooperados cadastrados para o fornecimento.

Empresa investiu durante a pandemia e não teve demissões

Ao contrário de milhares de indústrias que acabaram demitindo desde o início da pandemia, a Alegra, marca da Unium, manteve seus colaboradores e, ainda, acabou realizando mais contratações, de profissionais temporários para cobrir o afastamento de diversos colaboradores pertencentes ao grupo de risco. “Em abril de 2020, com a chegada da pandemia, a Alegra aderiu ao programa Não Demita, movimento que garantiu a permanência de mais de 1,5 mil colaboradores em seus postos de trabalho. Além disso, a empresa está com aproximadamente 130 pessoas do grupo de risco afastadas. Dentre elas grávidas, idosos, com doenças crônicas e menores aprendizes”, esclareceu Tigges.

Além disso, a Alegra realizou um investimento milionário para garantir que os trabalhadores pudessem estar na empresa e cumprir seu expediente sem riscos. “Para garantir a segurança de colaboradores e da produção, a Alegra investiu mais de R$ 2 milhões em adaptações e cuidados. Grande parte desse valor foi direcionado para a contratação de equipes para inspecionar o cumprimento de novas normas”, conclui.

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