Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

O adolescente Pedro Felipe Lopes da Luz, de 16 anos, estudante do Colégio Estadual Elias Abrahão, não furou a catraca do biarticulado e morreu ao tentar defender os amigos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (11) pelo delegado Fábio Amaro, titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o assassinato do garoto, que aconteceu na tarde da última sexta-feira no bairro Cristo Rei, em Curitiba.

Segundo Amaro, Pedro pagou a passagem normalmente e se preparava para embarcar no ônibus, quando aconteceu a confusão com amigos dele, estes sim tentando acessar o coletivo sem pagar.

“Pedro estava com a namorada dentro da estação-tubo indo ao shopping. Outros amigos dele, que estudam no mesmo colégio, tentaram ingressar no coletivo sem pagar, quando um passageiro não permitiu o acesso e iniciou a confusão. Ao perceber, Pedro, que estava na estação, entrou no ônibus e tentou impedir o passageiro, que durante a luta corporal sacou um canivete e o atacou”, descreveu Amaro à Banda B.

O delegado acredita que o autor do crime não tenha entrado no ônibus para matar, mas isso acabou acontecendo. “A gente acredita que pela situação ter sido ocasional, o autor vai se apresentar. Foi um ato de impulso, durante uma confusão. Um ato errado, porque se existe o erro de se entrar no ônibus sem pagar, nada justifica tirar a vida de uma pessoa por isso”, lamentou Amaro.

Denúncias sobre o suspeito podem ser passadas no telefone: 0800-6431-121

Retrato falado

Durante a entrevista, Amaro divulgou o retrato falado do suspeito. Conforme antecipado pela Banda B no dia do crime, trata-se de um jovem com cabelo comprido e barba por fazer.

“As informações foram colhidas com testemunhas para se elaborar o retrato. Agora aguardamos por denúncias (no telefone: 0800-6431-121.) no caso dele não se apresentar”, disse o delegado.

Por fim, ele não descartou que o autor do crime estivesse ali justamente para impedir a entrada dos adolescentes. “Não podemos deixar de lado a hipótese dele ser uma espécie de segurança, porém nada concreto, inclusive a empresa do transporte coletivo está cooperando desde o início com as investigações”, concluiu.

Pedro era jovem aprendiz em uma importante fábrica de refrigerantes na capital. Outro amigo dele ficou ferido e foi levado ao Hospital Cajuru, sem risco de morte.

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