As novas tecnologias têm sido aliadas no tratamento oncológico ao possibilitarem maior efetividade e redução dos efeitos colaterais para os pacientes. Uma delas é o uso de robôs que, em Curitiba, é adotado nas mais variadas intervenções cirúrgicas, incluindo procedimentos complexos gastrointestinais, hepáticos, pulmonares, endócrinos e ginecológicos.

cirurgia robotica
Foto: Divulgação

A tecnologia usa o sistema robótico chamado Da Vinci, de um importante fabricante global.

“O robô cirúrgico evoluiu de um robô de uso único para um verdadeiro instrumento cirúrgico com potencial de cirurgias diversas”, afirma o cirurgião oncologista Dr. Bruno Azevedo, um dos integrantes da Oncoclínicas em Curitiba e vice-diretor de relações internacionais da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).

Essa modalidade de acesso cirúrgico traz relevantes benefícios aos pacientes como menor tempo de recuperação pós-operatória, menor perda sanguínea durante a execução do procedimento e menores índices de dor ao longo da recuperação. 

“Isso acontece pelo imenso avanço tecnológico que envolve essa forma de se operar. A cirurgia robótica, apresentada aos cirurgiões no início do século XXI, é a evolução natural da cirurgia laparoscópica”, explica.

A cirurgia robótica oferece vantagens, tais como melhor visibilidade, instrumentos articulados facilmente controlados e excelente ergonomia.

“Tarefas complexas, como suturas, que eram um desafio no procedimento laparoscópico, agora estão facilmente ao alcance do cirurgião treinado no uso da cirurgia robótica”, afirma o cirurgião oncológico Fabiano Bittencourt, também integrante da Oncoclínicas em Curitiba.

A tecnologia atual pode melhorar os resultados cirúrgicos no tratamento do câncer por meio de visualização em sistema tridimensional de alta definição, imagens intraoperatórias realçadas pelo uso de fluorescência e estabilidade no uso da vídeo-câmera.

Os cirurgiões consideram que, além da visualização aprimorada, o controle e o movimento de instrumentos de alta precisão são uma grande melhoria obtida pela instrumentação robótica. Eles explicam que a cirurgia laparoscópica convencional possui certas limitações, como imagens bidimensionais, amplitude de movimento restrita do instrumental e ergonomia inadequada para a equipe cirúrgica. 

“Na moderna oncologia, onde a equipe médica deve além de remover o tumor locorregional completo, minimizar o trauma cirúrgico ao paciente, a fim de reduzir a morbidade pós-operatória, melhorar e garantir a qualidade de vida, a cirurgia robótica firma-se como importante aliada”, enfatiza o Dr. Azevedo.

Ele também relata que as técnicas cirúrgicas assistidas por robótica, especialmente para tumores em órgãos sólidos localizados em cavidades viscerais, foram desenvolvidas, aprovadas e amplamente divulgadas ao longo dos últimos 10 anos.

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Uso da cirurgia robótica no tratamento do câncer  avança em Curitiba

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