Com a chegada dos dias mais quentes e a proximidade do verão, voltamos a nos preocupar com a saúde da pele, porém esse cuidado deve ser feito o ano todo, inclusive nos dias nublados e no inverno. Tanto adultos quanto crianças devem se proteger e o método mais eficaz e conhecido é o uso do filtro solar. Conversamos com o cirurgião oncológico do IOP, Juliano Rebolho, para relembrar algumas dicas de prevenção.

protetor solar
Foto: Pixabay

Filtro solar

Deve ser aplicado nas áreas expostas e, dependendo do fator de proteção, reaplicado com maior frequência.

“Por exemplo, um filtro fator de proteção 30 teria uma eficácia durante 1h30 a 2h e, quanto maior o fator de proteção, mais tempo ele ‘dura’. Para as pessoas que gostam de fazer exercício ao ar livre é recomendado o uso de roupas com proteção UV, além de ser mais confortável do que passar o filtro solar, não é necessário parar o exercício para reaplicar o filtro”, afirma.

Para aqueles que gostam de pegar sol, a indicação é evitar os horários com maior intensidade de radiação UV, que seria das 10h às 16h e sempre usar o protetor solar.

“Uma dica é utilizar a tecnologia e checar o aplicativo no smartphone, pois lá tem uma medição da intensidade da radiação UV no dia e, com essa informação, pode-se individualizar o uso do filtro solar e a frequência de reaplicação necessária. Com isso, além da prevenção ao câncer de pele, estamos diminuindo também o envelhecimento da pele causado pela exposição solar”, indica.

Importante destacar que, para a produção de vitamina D, deve-se sim tomar sol, mas a quantidade necessária semanal é pequena e com apenas 5 minutos de exposição, três vezes na semana, já é suficiente.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para desenvolvimento do câncer de pele são: fototipo de pele baixos – ou seja, pele clara que não bronzeia, alta exposição solar e história familiar prévia de câncer de pele.

“Quando falamos de câncer de pele, temos que dividir as lesões em dois grandes grupos: os carcinomas e o melanoma. O carcinoma de pele é o tumor mais comum e menos agressivo, porém, devido à prevalência, não deve ser menosprezado. Já o melanoma é menos comum, porém com alta agressividade”, explica Juliano Rebolho.

Regra do ABCDE

Ela se aplica para as lesões melanocíticas, ou seja, escuras que estão relacionadas ao melanoma. O mnemônico ABCDE significa: A assimetria, B bordos, C cor, D diâmetro > 6 mm e E de evolução, portanto se a pessoa tem uma “pinta” que é assimétrica, com bordos irregulares, com duas cores ou mais, maior do que 6 mm em diâmetro, e que modificou, ela deve procurar um médico.

O tratamento do câncer de pele depende da histologia (ou seja, subtipo), do tamanho da lesão e do estadiamento.

“A principal forma de tratamento ainda é a cirurgia, porém, em alguns casos selecionados podemos utilizar tratamentos tópicos com pomadas. Já nos casos avançados o tratamento é multimodal e podem ser utilizados a cirurgia, radioterapia e tratamento sistêmico”, explica.

Por isso fica o lembrete: a consulta com o dermatologista para prevenção deve ser feita anualmente, principalmente as pessoas com histórico familiar de câncer, múltiplos nevos (pintas) e fototipo baixos (pele clara).

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Dezembro Laranja: protetor solar e outras dicas para prevenir o câncer de pele

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