Pesquisadora estudou o cérebro das mulheres por 20 anos; saiba o que ela aprendeu

Durante anos, ela investigou as diferenças entre os cérebros de mulheres e homens

BBC News Brasil

“As mulheres são obras de arte. Por fora e por dentro. Sou neurocientista e me concentro no interior, principalmente no cérebro das mulheres”.

Com essas palavras, Lisa Mosconi começou sua apresentação “Como a menopausa afeta o cérebro”, no TedTalk.

Foto: Lisa Mosconi / Divulgação

Mosconi é professora de neurociência e diretora do Programa de Prevenção de Alzheimer no Centro Médico Weill Cornell, da Universidade de Cornell, em Nova York. Durante anos, se concentrou em estudar os cérebros de pacientes vivos e investigou as diferenças entre os cérebros de mulheres e homens.

“Posso garantir que não existe um cérebro de gênero. Rosa e azul, Barbie e Lego. São todas invenções que nada têm a ver com a forma como nossos cérebros estão formados”, assegura.

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, perguntou à médica sobre as principais descobertas de sua pesquisa e sobre seu livro “The XX Brain” (“O cérebro XX”*), do qual incluímos alguns fragmentos na entrevista a seguir.

BBC News Mundo – O que aprendeu em 20 anos estudando o cérebro das mulheres?

Lisa Mosconi – Vários transtornos neurológicos e psiquiátricos afetam homens e mulheres em taxas e proporções diversas. Minha pesquisa indica que essa disparidade se deve em parte ao fato de que os cérebros de homens e mulheres envelhecem de maneira diferente e, consequentemente, afetam a saúde do cérebro.

Por exemplo, as mulheres são duas vezes mais propensas que os homens a serem diagnosticadas com transtornos de ansiedade ou depressão e três vezes mais propensas a desenvolver doenças autoimunes que afetam o cérebro, como a esclerose múltipla.

Para ler a matéria completa da BBC News Brasil, clique aqui

Sair da versão mobile