Um trabalhador de Paris identificado apenas como Sr. T. ganhou um processo contra a empresa que foi demitido, em 2015, por não ser “divertido o suficiente”. Ele deixou de participar do happy hour e atividades de socialização com os colegas de trabalho.

Foto: Pixabay

Segundo informações do site francês Les Nouvelles, após a demissão em justa causa, o ex-funcionário ingressou com uma ação judicial contra empresa a Cubik Partners. O homem teve vitória confirmada sete anos após os incidentes. Segundo o denunciante, a cultura “divertida” da empresa envolvia “práticas humilhantes e intrusivas”, incluindo simulação de atos sexuais, apelidos grosseiros e a exigência que ele dividisse a cama com outro funcionário durante o trabalho.

A empresa usava uma abordagem divertida quando se trata de atividades de construção de equipes. Elas incluem encorajar funcionários a fazer reuniões em pubs após o expediente. No Julgamento, em novembro, no Tribunal de Cassação de Paris, foi decidido que o homem tinha direito a liberdade de expressão.

A recusa em participar de atividades sociais era uma “liberdade fundamental” sob as leis trabalhistas e de direitos humanos. Com isso a empresa não podia demitir o funcionário por ele simplesmente se recusar a sair com os colegas.

Após a decisão, o tribunal ordenou que a empresa pagasse R$ 16,5 mil (3 mil euros, na cotação atual).

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Francês é demitido por ‘não socializar’ no trabalho e processa empresa

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