No cenário dinâmico do mercado de trabalho atual, os jovens se deparam com um desafio cada vez mais complexo: encontrar estabilidade em meio à constante evolução das demandas profissionais. À medida que as indústrias se transformam e novas tecnologias surgem, muitas vezes os jovens podem se ver obrigados a considerar mudanças de ramo inesperadas, redefinindo não apenas suas carreiras, mas também sua própria identidade profissional.

Jovens muitas vezes não sabem qual carreira escolher. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para o doutor em Administração e professor da Universidade Positivo Fábio Vizeu, os jovens brasileiros se formam sem necessariamente saber no que vão trabalhar.

“Eu acho que a grande sacada para o jovem de hoje, principalmente o adolescente, que já está vivendo num processo de formação profissional, baseado nesse contexto de muita inovação, é que, mais do que ninguém, o jovem de hoje vai ter que se formar profissionalmente sem saber no que vai trabalhar. Isso obviamente vai gerar uma angústia muito grande”, diz

Na visão do especialista, o jovem deve ficar atento a algumas questões importantes antes de escolher um emprego.

“A primeira é que essa formação profissional precisa priorizar competências de relacionamento humano. Portanto, esse jovem deve ser habilidoso na comunicação e possuir autonomia de aprendizagem. Não somente a aprendizagem dentro da universidade, mas também a aprendizagem profissional, quando se chegar um novo processo, quando mudar uma lei dentro da sua profissão, quando a própria empresa ou profissão quiser trabalhar, mudar radicalmente a sua forma de atuar e de fazer”, explica

5 milhões de desempregados

Um diagnóstico inédito sobre dados específicos da empregabilidade de jovens no Brasil, feito pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, revelou que, dos 207 milhões de habitantes do Brasil, 17% são jovens de 14 a 24 anos, e desses, 5,2 milhões estão desempregados, o que corresponde a 55% das pessoas nessa situação no país, que, no total, chegam a 9,4 milhões.

Entre os jovens desocupados, 52% são mulheres e 66% são pretos e pardos. Aqueles que nem trabalham nem estudam – os chamados nem-nem – somam 7,1 milhões, sendo que 60% são mulheres, a maioria com filhos pequenos, e 68% são pretos e pardos.

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Jovens no mercado de trabalho: como se preparar para um desafio incerto?

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