Com a chegada do Carnaval, que acontece entre os dias 14 e 17 de fevereiro, além da folia, cresce também o risco de problemas relacionados à saúde íntima feminina. O período reúne uma série de fatores que favorecem o aumento de infecções urinárias, vaginais e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

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Atitudes básicas no Carnavel podem reduzir significativamente os riscos. (Foto Ilustrativa: Reprodução/ Pixabay)

Em entrevista à Banda B, o ginecologista Luiz Rodrigo Ferreira, especialista em endoscopia ginecológica, afirmou que o calor intenso, a mudança de rotina e alguns hábitos comuns nessa época contribuem diretamente para esse cenário.

“O Carnaval acontece no verão, com temperaturas elevadas, maior exposição ao calor, uso frequente de roupas molhadas e ambientes úmidos. Tudo isso pode alterar a flora vaginal e facilitar o surgimento de infecções”

explica o médico.

Além do clima, o especialista destaca que outros comportamentos típicos do período também aumentam os riscos. “É comum haver maior consumo de álcool, menos hidratação e um relaxamento nos cuidados básicos. Isso reduz as defesas naturais do organismo e favorece tanto infecções locais quanto as ISTs”, disse.

Hábitos que aumentam o risco

Entre os principais fatores que favorecem infecções durante o Carnaval estão a baixa ingestão de água, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o uso prolongado de roupas justas ou biquínis molhados.

“Ficar muito tempo com roupas úmidas, segurar a urina e não trocar peças íntimas com frequência cria um ambiente ideal para proliferação de bactérias e fungos”

alerta Ferreira.

O uso inadequado de produtos íntimos também pode contribuir para o desequilíbrio da flora vaginal, aumentando as chances de problemas.

Sinais de alerta após o Carnaval

Após os dias de festa, é importante ficar atenta aos sintomas que podem indicar infecção urinária ou vaginal. Entre os principais sinais estão corrimento com alteração de cor, odor ou quantidade, ardência ou desconforto na região íntima e dor ao urinar.

“Aumento da frequência urinária e a sensação de que a bexiga não esvazia completamente também são sinais de alerta. Qualquer um desses sintomas deve ser avaliado precocemente para evitar complicações”, orienta o ginecologista.

Preservativo é essencial

O especialista reforça que o preservativo continua sendo a principal forma de prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis durante o Carnaval.

“O preservativo é fundamental para prevenir ISTs como HPV, HIV, hepatites e outras doenças que muitas vezes são silenciosas, mas podem trazer consequências futuras, como infertilidade”

destaca o ginecologista.

Para garantir a eficácia, o médico orienta atenção ao armazenamento adequado e ao prazo de validade. “É importante evitar calor excessivo e exposição ao sol. O ideal é sempre ter um preservativo recente à mão para curtir a folia com mais segurança”

Cuidados simples no Carnaval fazem diferença

Algumas atitudes básicas podem reduzir significativamente os riscos para quem quer aproveitar o Carnaval sem comprometer a saúde íntima. Entre elas estão manter uma boa hidratação, evitar segurar a urina, moderar o consumo de álcool e trocar roupas molhadas o quanto antes.

“Beber água ao longo do dia ajuda a prevenir infecções urinárias. Trocar o biquíni após praia ou piscina e optar por tecidos mais leves também são cuidados importantes”

orienta o médico.

Com medidas simples e atenção aos sinais do corpo, é possível curtir os dias de folia com mais tranquilidade, sem colocar a saúde íntima em risco.