A Copa do Mundo 2022 está aí e, com isso, temos que cuidar para não acabarmos gastando além da conta pela emoção do momento, afinal todo mundo quer confraternizar, mas é preciso atenção. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) mostrou quais os itens que serão mais consumidos neste período e, junto disso, vem o alerta: cuidado com o bolso.

Foto: Getty Images.

Segundo o levantamento do FGV Ibre, itens de churrasco, eletrodomésticos, serviços de alimentação e comunicação foram os pesquisados. A média da cesta registrou uma variação ligeiramente negativa (-0,94%), liderada pela forte deflação em energia elétrica (-19,59%) e nos serviços de comunicação (-3,07%). 

Os vilões do churrasco ficam por conta das bebidas (10,36%), com destaque para a cerveja, que subiu quase 11%; da linguiça (6,38%); do contrafilé (5,56%) e da picanha (4,69%). 

No entanto, ainda é possível encontrar cortes que caíram de preço ou se mantiveram minimamente estáveis, principalmente entre os suínos, como o carré/bisteca (-3,88%), o pernil (-1,73%), a costela suína (-1,54%), o lombo (-0,12%), além do fígado bovino (-11,63%) e da costela bovina (-0,04%). 

A alimentação na rua subiu, em média, 8,06% desde novembro passado, com destaque para as refeições em restaurantes (8,82%). Eletrônicos e eletrodomésticos subiram, em média, 2,51%, enquanto as peças de decoração acumulam 2,69% de aumento e os esportivos, 1,68%. O único item que destoa dessa regra é a geladeira, que acumulou alta de 8,29%, nos últimos 12 meses.

Aumento era previsto

Walcir Soares Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico e professor de Economia da Universidade Positivo (UP), explica que o aumento nos preços de itens consumidos durante a Copa, apresentado em estudo da FGV, não é só efeito da inflação pós-crise econômica que estamos vivendo no mundo inteiro, mas também uma reação ao pós-pandemia. 

“Muitos setores estão compensando as perdas dos últimos anos, ajustando preços, sem falar que houve também aumento na demanda, já que as pessoas voltaram a sair de casa depois de longos períodos de isolamento e restrições”. 

disse Walcir Soares Junior, economista
Foto: Shutterstock.

Como comemorar sem gastar muito?

Uma forma de lidar com esse aumento de preços é tentar substituir as confraternizações externas, como comer fora e frequentar lugares públicos, pela alimentação em casa ou em festas planejadas entre amigos. 

“Na rua, a tendência é termos um consumo maior. Por fim, é importante ficar de olho no endividamento e nas compras por impulso, estimuladas não só nesses momentos de festa como a Copa, mas também nas festas de final de ano que, desta vez, serão momentos simultâneos”. 

comentou Walcir Soares Junior, economista

A dica do economista é para que aproveitemos para selecionar o consumo, ou seja, leve em consideração as despesas de início de ano e os prováveis aumentos de preços que já estão no horizonte da maioria das economias.

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Copa do Mundo: Estudo mostra que ‘bebemorar’ está mais caro e dá dicas para evitar gastos

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