Por Rodrigo Dornelles com informações de Osmar Antônio, Serginho Prestes e Greyson Assunção

Rogério Bacellar comentou vazamento de conversas. (Divulgação/Coritiba)Rogério Bacellar comentou vazamento de conversas. (Divulgação/Coritiba)

A situação do Coritiba ficou bastante turbulenta fora de campo após o vazamento de várias mensagens de um grupo de whatsapp entre dirigentes, funcionários, conselheiros e alguns torcedores do clube. Em entrevista exclusiva à Banda B, o presidente Rogério Portugal Bacellar comentou o vazamento das conversas e afirmou que, se fossem funcionários, os vices André Macias e Pierre Boulos seriam trocados.

Bacellar revelou ter sido surpreendido com a existência das mensagens. “Esse tipo de coisa eu recebi com um choque, porque fofocarada eu sabia que existia dentro do Coritiba, mas eu não sabia que chegassem a este extremo de ataque pessoal, de falar pejorativamente de uma doença, do Pedroso, chamar o Guerra de laranja, chamar o presidente do conselho fiscal também. Quer dizer, falta de respeito total às pessoas que ajudaram o Coritiba a continuar sendo o Coritiba que é hoje”, disse o presidente.

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O presidente coxa-branca repudiou o teor das conversas. “Eu acho isso uma barbaridade tremenda, foi uma facada no peito que eu recebi. Não podia esperar que pessoas, empresários, profissionais liberais, chegassem a esse ponto, de falta de respeito com cidadão humano. E além do mais funcionários do clube envolvidos. Fui obrigado a afastar dois funcionários. O funcionário do clube tem que ter respeito com seu superior. E os dois vice presidentes que foram citados (Ricardo Guerra e Ernesto Pedroso), mais citados, além de eu ter sido citado também, podem não estar hoje no clube, mas na época eram vice presidentes”, comentou Bacellar.

Rogério Bacellar afirma que se fossem funcionários, os vices André Macias e Pierre Boulos, envolvidos nas mensagens, seriam trocados. “Se fosse funcionário do clube, eu trataria de trocar de funcionário. Falta de respeito não existe meio termo nem perdão com essa falta de respeito tão grande. Mas como foram eleitos, um por voto direto, outro por voto do conselho, só o conselho que pode agir por meio do conselho de ética. Eu espero que o conselho deliberativo tenha uma posição firme e que saiba agir de maneira correta”, declarou o presidente.

Alguns pontos citados por André Macias e Ricardo Guerra também em entrevista à Banda B, foram comentados por Bacellar. Ele desmentiu Macias e afirmou que nenhuma sindicância foi aberta contra Guerra. “Eu mandei abrir uma sindicância porque as informações que saíam de dentro do Coritiba, eram online, não terminava a reunião e todo mundo já sabia o que tinha ocorrido na reunião. Mandei abrir uma sindicância para apurar a responsabilidade de quem quer que fosse. Não foi apontada para uma ou duas pessoas, foi apontada para quem divulgava as informações e muitas vezes as informações ainda nem haviam se concretizado e já soltavam para imprensa como se fosse uma verdade. Então pedi para abrir a sindicância, está em andamento ainda”, revelou Bacellar..

“Nós não abrimos sindicância nenhuma voltada à essa ou aquela pessoa, nós abrimos sindicância para apurar a responsabilidade de quem quer que seja. Não tem porque abrir sindicância contra o Ricardo Guerra. O Ricardo Guerra fez um trabalho extraordinário no Coritiba, só tenho a agradecer ao Ricardo e ao Pedroso. E para todos que passaram pelo Coritiba, cada um deu um pouco do seu sangue, trabalho. Doou seu tempo ao Coritiba que é o clube do nosso coração”, acrescentou o presidente alviverde.

Ernesto Pedroso

O mandatário coxa-branca também saiu em defesa do ex-vice de futebol do clube, Ernesto Pedroso, e deixou em aberto um possível retorno de Pedroso ao clube. “Primeiro, o Pedroso não fez nada sozinho, todas as contratações foram feitas em conjunto com o departamento de futebol. Então se o Pedroso fez alguma coisa de errado, todos nós fizemos, não houve nada feito por ele sozinho. O Pedroso procurou jogadores dentro das possibilidades financeiras do clube. Tanto o Pedroso quanto outros, o Coritiba está sempre aberto a quem puder ajudar o Coritiba”, disse Bacellar.

Reunião com repórter

André Macias acusou Ricardo Guerra de vazar informações confidenciais do clube a um repórter da capital. Rogério Bacellar ratificou a versão de Guerra de que houve uma reunião com a presença do presidente, do próprio Guerra e de Pedroso para uma entrevista sobre o início da gestão da atual diretoria. “Eu estava presente também. Nós respondemos o que foi necessário, não teve ataque à ninguém, nós simplesmente respondemos o que o jornalista perguntou e nós, da maneira transparente como gostamos de ser, respondemos a tudo. Não houve nada, simplesmente uma entrevista normal como estou dando hoje”, declarou Bacellar.

Quebra de confiança

Segundo Rogério Bacellar, o fato quebrou a confiança dele nas pessoas que estão à sua volta. “Eu sempre fui uma pessoa que deleguei poderes e sempre dentro de tudo que presidi na minha vida, minhas gestões foram participativas. Agora, eu sempre trabalhei com gente que posso confiar, a partir da hora que não posso confiar, vou isolar quem eu não posso confiar. Não posso trabalhar com gente que está falando mal de mm pelas minhas costas. Eu sou uma pessoa que o que eu tenho que falar eu falo olhando dentro do olho e espero da outra pessoa a mesma coisa. A sinceridade é uma das maiores virtudes que existe no cidadão, não existindo essa sinceridade, a gente perde a confiança”, disse o presidente.