As cinco substituições estão valendo nesta temporada. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

A pandemia causada pelo novo coronavírus afetou toda a sociedade e o futebol teve não ficou de fora. Paralisado por quase quatro meses no país, quando retornou teve uma mudança importante. O aumento do número de substituições de três para cinco. Algo momentâneo e que varia de país para país a duração desta regra. Para o preparador físico, Robson Gomes, o aumento no número substituições serve para equilibrar a minutagem do elenco, num primeiro momento.

“Ela é um experimento né? Primeiro, como integrante de comissão técnica na parte de condicionamento físico, se você as utilizar, você acaba preservando os atletas que saem, aumentando a minutagem dos atletas que entram e equilibrando um grupo em termos de minutos jogados. Com relação ao aspecto técnicos e tático, você pode prescrever um planejamento e uma possibilidade de manutenção de um atleta por determinado tempo em campo. Mas um caso que pode acontecer é, por exemplo, o time não atinge o objetivo e você vê a necessidade desse atleta permanecer mais tempo em campo, isso acaba tendo uma influência direta no planejamento. Eu sou totalmente favorável as cinco substituições, nós vamos em breve, ter um equilíbrio em relação ao aspecto físico e tático”, pontuou Gomes

Para usar as cinco alterações durante a partida, só podem ser feitas três paradas para o técnico realiza-las, como funcionava anteriormente. Além da parte física, as pausas na partida têm um componente estratégico, dependendo do resultado da equipe. “Estou atento ao assunto neste momento, poucas equipes estão usando as cinco alterações. Usam somente quando estão vencendo. Como quase regra, os times estão mantendo o grupo o maior tempo possível em campo, como forma de manutenção de resultado. A busca por melhores resultados faz com que as equipes mantenham o “time-base” mais tempo em campo. Num futuro próximo, as equipes vão utilizaram esse recurso de uma forma mais planejada”, afirmou o preparador físico.

Analisando as equipes da capital, o Athletico usou as cinco alterações em mais de 90% das partidas que fez na volta do futebol, lembrando que no Campeonato Paranaense, essa regra não valia. O Coritiba é a equipe na Série A que teve mais expulsões, foram quatro em 10 rodadas disputadas e mesmo com esse cenário, a equipe do Alto da Glória utilizou as cinco substituições em seis partidas, sendo que em duas delas, o Verdão teve um jogador a menos.

Time que ganha não se mexe

Já o Paraná Clube, que faz uma boa campanha na Série B do Brasileirão é a equipe da capital que menos utilizou as alterações. Dos onze jogos que disputou com a nova regra em rigor, em apenas três oportunidades, o técnico Allan Aal realizou as cinco trocas de atletas. No empate diante do Confiança, na estreia da Série B, na vitória contra o Juventude e na derrota para Vitória.