Por João Pedro Alves e Felipe Dutra

Além da partida em si, o clássico Atletiba do último final de semana teve outros acontecimentos que ganharam os holofotes: as confusões nas arquibancadas e a parte do alambrado da Vila Capanema que se cedeu. Devido aos problemas de segurança apresentados, a Polícia Militar pediu que o estádio fosse interditado até que tudo fosse resolvido. Mas como a situação está encaminhada, não deve ter problemas para receber Atlético x Portuguesa no domingo (13), em jogo válido pela Série A.

Reta precisa estar regularizada para Vila poder receber jogos (Foto: Monique Vilela/Banda B)

De acordo com o major Manoel Jorge dos Santos Neto, chefe da Seção de Planejamento do 13° Batalhão da Polícia Militar (13° BPM), foi feita a exigência que os cerca de 50 metros de alambrado que cederam na Reta do Relógio sejam consertados para a Vila ser liberada. Caso contrário, a segurança não estará garantida e nenhum evento poderá ser realizado no local.

“Consertando a arquibancada, não acredito que haja maiores problemas”, afirmou o major Neto à Banda B, prevendo que a grade que separa a arquibancada do gramado conseguirá ser arrumada para o final de semana. “O campeonato está em andamento, e não creio que as medidas que solicitamos não serão tomadas”, emendou.

A garantia do conserto em tempo hábil foi dado por Celso Bittencourt, superintendente geral do Paraná Clube,  o dono do estádio. “A Vila vai estar liberada para domingo”, cravou o dirigente tricolor. Segundo ele, o Atlético foi contatado, arcará com os custos do prejuízo e até quinta-feira (10) o problema estará resolvido.

Mais que alambrado, problema é a educação dos torcedores

Apesar da liberação do Durival Britto e Silva para a rodada de final de semana estar ligada ao conserto do alambrado, o major Neto acredita que a segurança do espetáculo depende mais do que apenas a estrutura das praças. Para ele, o grande problema são os torcedores e o comportamento indevido dentro do estádio.

“Além de qualquer medida estrutural do clube ou da Polícia, a segurança barra na educação das pessoas. O alambrado só cedeu porque os torcedores subiram e o sacudiram”, apontou. “O que é que deverá ser feito? Fazer uma estrutura que comporte o que?”, criticou o major.

E ele não se refere apenas à Vila. “A preocupação é com a Arena, que para a Copa do Mundo não terá fosso ou tela de proteção. Consequentemente, facilitará muito o acesso ao campo de jogo”, finalizou.