Paulo Bonamigo. (Divulgação/FIFA)

Velho conhecido do futebol paranaense, com passagens por Coritiba e Paraná, o atual técnico do Boavista-RJ, Paulo Bonamigo, elogiou a possível contratação do lateral-esquerdo Jean Victor por parte do Tricolor. O técnico, que comandou o jogador no Campeonato Carioca deste ano, classificou o atleta como ‘dedicado’, com uma ‘condição física extraordinária’ e também salientou a qualidade nas bolas paradas, um dos grandes diferenciais na atuação do lateral pelo alviverde da cidade de Saquarema, vice-campeão do primeiro turno do torneio estadual do Rio de Janeiro.

“Eu só tenho elogios a ele. Um grande profissional, trabalhador, com uma condição física extraordinária e com uma parte técnica muito boa. Foi também um dos jogadores mais regulares do Boavista no ano, além de ser o nosso homem das bolas paradas, principalmente em faltas laterais. Pude trabalhar com ele também na parte da marcação homem a homem, fundamento que o Jean precisava evoluir, e a dedicação foi extrema nos treinos. É uma grande contratação para o Paraná”, analisou o treinador, em entrevista à Banda B.

Desde 2017 no Boavista, Jean Victor, de 26 anos, foi formado nas categorias de base do Botafogo e possui passagens por Guarany-MG, Progresso-MG, Botafogo-PB, Oeste e Audax Rio. Pelo Boavista, o lateral-esquerdo disputou 43 gols e marcou 3 gols.

Campeonato Carioca

Apesar do baixo investimento, comparado aos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, o Boavista alcançou o vice-campeonato da Taça Guanabara, o primeiro turno do Carioca. O clube terminou na primeira colocação do grupo A, a frente de Flamengo e Botafogo, mas perdeu a final para o rubro-negro por 2×1, ainda no mês de fevereiro, antes do estouro da pandemia da covid-19.

Após o retorno dos jogos no estado, Paulo Bonamigo admitiu que o torneio voltou precipitadamente, mas que a medida foi necessária para a sobrevivência dos clubes de menor expressão. “Foi um risco que os times precisaram correr, mas tenho que admitir que voltou antes da hora. O Carioca tem sido um modelo para vermos o que deu certo e errado por aqui, para que os outros estados possam ter um acerto maior na volta os jogos. Mas é inegável a necessidade de retorno dos jogos para os clubes pequenos, que precisam da ajuda das cotas de televisão, sem contar a pressão que clubes grandes, como Flamengo, exercem nesse contexto”, completou.