Rodrigo Cascca ainda não conquistou nenhuma vitória como técnico do Paraná Clube- Foto: ROBSON MAFRA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Rodrigo Cascca ainda não conquistou nenhuma vitória como técnico do Paraná. Foto: Robson Mafra/AGIF/Estadão Conteúdo

A situação delicada do Paraná Clube parece não ter fim. O tropeço no clássico Paratiba fez o time chegar em sua sétima derrota na temporada e afundar na lanterna do Campeonato Paranaense. Com duas rodadas para a primeira fase acabar — e sem chance de classificação — o técnico Rodrigo Cascca vê o grupo mentalmente abalado com o momento crítico no Estadual.

Diante do Coritiba, o Tricolor iniciou o jogo da forma que todo time deseja. Um gol no início da partida e mantendo a vantagem até o intervalo. Porém, precisou de poucos minutos para a equipe sofrer a virada e não conseguir reagir ao lado do seu torcedor.

“É difícil encontrar palavras. Foi da mesma forma do jogo com o Cianorte. Um gol rápido no retorno do segundo tempo que nos desestabilizou. Eu vejo muito isso pelo lado emocional que se encontramos. O abatimento é muito grande”, disse Cascca em entrevista coletiva após o clássico.

Escalação

Cascca apostou em um Paraná modificado. Na lateral-direita, Douglas Araújo entrou na vaga de André Krobel, suspenso. No ataque, Iacovelli, Tadeu e Mikael formaram o setor ofensivo. No entanto, não deu certo. Após o gol, o Tricolor praticamente não criou chances no ataque e viu o seu lado direito bastante fragilizado na marcação. Na coletiva, o comandante paranista explicou as escolhas e reclamou da falta de opções para montar o time.

“Ontem foi um dia corrido para tentar montar um time. Perdemos Krobel. O Paranhos acredito que não era o momento para um jogo como esse. Tinha como ideia utilizar o Franklin e jogar com três zagueiros. Mas, aí, se você entra em um clássico, dentro de casa, com três defensores é complicado. O Douglas já jogou por ali, conversei com ele. Não temos um meia no elenco. Todos estão machucados. Tenho tentado com Castanha, mas não é a característica dele”, completou.

Cascca: “Eu não posso ser covarde”

Contratado para ser o auxiliar técnico após a saída de Jorge Ferreira, Cascca acabou sendo efetivado no cargo depois da diretoria receber algumas negativas no mercado. Em quatro jogos — dois como interino, ele empatou uma vez e sofreu três derrotas. Apesar de não ter participado de todo o planejamento, o treinador assumiu parte da responsabilidade pela situação do clube e disse que ainda acredita na permanência da equipe.

“Eu tenho culpa, eu não posso ser covarde de vir aqui e dizer que não montei o time, não treinei e não fiz pré-temporada. A partir do momento que você aceita, você não pode se acovardar e jogar a culpa nos outros. Onde vai terminar eu não sei, mas estarei junto até o final. É difícil, mas vamos deixar o Paraná na primeira divisão”, desabafou o treinador.

Sequência decisiva

Para evitar o rebaixamento, o Paraná tem uma sequência decisiva nessa reta final de Paranaense. O clube vai enfrentar o União Beltrão (vice-lanterna) no próximo final de semana e termina o Campeonato contra o Rio Branco (primeiro time fora da ZR), concorrentes diretos na briga pela permanência na primeira divisão.

“A gente sabe que serão jogos difíceis. Acredito que essa semana vai ser produtiva. Temos que ter tranquilidade, cabeça boa e se fechar. Tenho convicção que a gente pode sair dessa situação”, finalizou Cascca.