Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Ao contrário do que alegou o executivo de futebol Felipe Ximenes, que realizou o intermédio das negociações do Paraná com a empresa inglesa TSI, o clube e o investidor estrangeiro seguem em negociação. É o que afirma o presidente do Tricolor, Leonardo Oliveira, em conversa com o programa Meio-dia Esportivo, da rádio Banda B, nesta terça-feira (7).

“Não acompanhei a entrevista do Felipe Ximenes, mas o que eu posso dizer é que hoje ele não faz mais parte da negociação com a TSI. E tampouco fala em nome do Paraná. O motivo principal de não ter sido fechado o acordo foi a pandemia, mas  hoje mesmo, pela manhã, conversei com o romeno que é CEO da companhia e seguimos negociando”, explica o cartola paranista.

Ele também rebate a afirmação de Ximenes de que houve uma ‘quebra de sigilo’ no contrato entre o Paraná e a TSI. “Em momento algum houve quebra de sigilo da parte do Paraná. O que aconteceu, e não temos como ter controle disso, foi o que foi solto na imprensa, mas isso não se enquadra como quebra de sigilo nas trativas da parte do Paraná”, analisa Oliveira.

O presidente paranista também revelou que o acordo firmado com o grupo inglês, acerca do pagamento na Justiça das dívidas do Tricolor, ainda não foi efetuado pela TSI.

“O investidor chegou a firmar um compromisso com o Paraná, não o cumpriu, e então aumentamos nossas exigências e ainda não chegamos a um comum acordo. Eles ainda não fizeram o pagamento na data estipulada ao juiz e precisamos colocar algumas questões a mais pela segurança jurídica do Paraná e do negócio. Essa não é uma transação simples, até para que o Paraná tenha uma segurança jurídica e que a empresa possa realizar os investimentos no clube. Existem vários interessados e só precisamos achar o negócio certo”, conta o cartola.

Questionado sobre a condição financeira do Paraná, sem uma parceria no departamento de futebol, o presidente confirma que o clube terá condições de realizar uma Série B competitiva com as próprias forças.

“O que buscamos para o Paraná é um investimento capaz de nos levar a resultados com segurança financeira e que nos deixe num patamar acima dos rivais. O que nós temos condição hoje, nesse momento, não dá uma condição segura de subir à Série A,  mas estamos montando um time competitivo, de acordo com a realidade financeira do Paraná, que é melhor do que a que tivemos em 2019”, finalizou.